* Camden Fire, February 2008: O Flickr já tem seu grupo para fotos do fogo que atingiu o mercado de Camden Town, em Londres. =( Clique no link para ver todas as fotos.
* O Londonist fez posts atualizados a cada meia hora, com dados da BBC e fotos do próprio editor, Mat Brown. Leia aqui.
* O fogo destruiu um dos pubs mais legais do bairro, o Hawley Arms.
* E enquanto todo mundo se preocupava com o incêndio, um idiota teve o trabalho de apagar a "Empregada" do Banksy, que ficava ali perto da estação de Chalk Farm. Via Londonist.
* Na quinta-feira teve show do Black Rebel Motorcycle Club no Roundhouse, em Camden. Nem parece a mesma banda que tocava "Whatever happened to my Rock n' Roll?": foi um show mais para Cowboy Junkies que Kings of Leon, se alguém conseguir entender o quero dizer. Não sei se existe "country gótico" ou "country-goth", mas é mais ou menos isso. Para desespero das maquininhas digitais, não tem uma iluminação sequer no palco: só o baterista tem um spotzinho atrás dele. Mais nada. Todos vestidos de preto, como sempre, e muitas vezes não dava nem para achar o vocalista. Quando o show pesava, vinha um estrobo tão forte que não dava para olhar para o palco. Vide foto, ou o que restou dela.
* Eu gosto bastante do último disco do BRMC. Mas ao vivo, ele arraaasta o show, porque não tem a ver com as primeiras músicas da banda. As seqüências de músicas "lentas" eram bem longas e com solos (teve até trombone!!!), e os jovens roqueirinhos sujos da frente do palco não tinham paciência. Um careca com cara de jogador de rugby atrás de mim berrava o tempo todo para a banda "acelerar", este sim o pior fã que existe. Ele só se deu por contente quando a "Whatever..." entrou. A pista pegou fogo, mas ainda assim, prefiro o show gótico-folk-arrastado, to ficando velha. =)
* Momentos Coldplay de solos de piano, momento bem desnecessário a la Vanguart com vocalista sozinho no palco fazendo cover de Dylan (meninos, dar aquela gaiteada na voz NÃO é cantar como o Dylan), e pancadaria de bateria no breu.
* Na saída, todos os carros em frente ao Roundhouse estavam com os vidros quebrados. E a gente reclama da Barra Funda, neam. E para completar, três ratazanas estavam fazendo a festa no ponto de ônibus. Whatever happened to Camden Town?
Clinic @ Ally Pally
* O show de abertura do Arcade Fire pelo soft-metal do Clinic foi uma surpresa. A-do-rei e nunca pensei que fosse dizer isso. O Arcade já vinha fazendo um cover de "Distortions" em outros shows, então não foi um convite muito inusitado (dá para ver a versão de Distortions em um show em Portland). Richard Parry (Arcade) estava ao meu lado durante o show do Clinic, com uma latinha fechada de Cachaça 51 - made in Brazil. Acaba o show e ele, na maior tranqüilidade do mundo fala: "Vou me trocar, é a minha vez". Deve ser estranho - e muito bom - fazer parte de uma das maiores bandas do mundo e nunca ser reconhecido.
Arcade Fire @ Ally Pally
* Alexandra Palace tem a cara do Arcade Fire. Eles não poderiam ter escolhido um lugar melhor. Não chega a ser um palácio, como o nome diz, mas é um teatro pomposo e vitoriano, com teto de vidro em alguns cantos. Ele fica no topo de uma colina gelada no norte de Londres. Fazia mais ou menos 3 graus naquela noite, e um ônibus gratuito tinha a bondade de levar os fãs colina acima.
Ne-on Bi-ble, Ne-on Bi-Ble
* O cenário do show Neon Bible em Londres não foi muito diferente do de Leeds, mas festival não é a mesma coisa. O "Ally Pally" (como os londrinos chamam o teatro) estava mesmo parecendo uma igreja, com panos pretos no teto e veludo vermelho por todo o palco. Uma réplica de órgão de igreja ocupava boa parte do espaço, e telões ovais gigantescos foram espalhados pelos cantos.
* A pastorinha berrante brasileira não tem mais a honra de abrir sozinha o show. Agora ela disputa espaço com outros pregadores mais velhos que ela, mas tão bizarros quanto.
* Aqui em Londres, assim como em todos os shows da Inglaterra, o cover foi de "Still Ill" dos Smiths. Sem comentários.
* O final é sempre apoteótico, e "Wake Up", cantada por um mundo de gente, sempre dá aquela vontadezinha de chorar.
*Quarta-feira teve aquela premiação da DIESEL, que celebra as bandas independentes que ainda não têm gravadora.
* Não foi fraco: eles redecoraram o KOKO inteirinho, com molduras, espelhos, cortinas, lustres imensos, ficou lindo. Na entrada, tapete vermelho para as celebs locais. Eu digo locais porque aqui tem um mundo paralelo de celebridades. Pessoas que você vê todos os dias nos jornais (tipo a filha do Bob Geldof, a Peaches Geldof, ou o "melhor amigo da Sienna Miller") e passa a acreditar que elas são famosas no mundo todo.
* Ok. A premiação teve até homenagem ao Joy Division, mas é a after-party que interessa.
* Os grandes "vencedores" da noite no quesito indie-rock foram os meninos do The Features, banda muito difícil de ser "googlada". Com esse nome, eles aparecem na décima página do Google, e olha lá. A foto é do Flickr da Ro Connor. Eu gostei bastante do show, uma mistureba que ia de Talking Heads a Interpol, mas que dá certo. O vocalista usa aquelas roupas meio Arcade Fire, sabe como?
Pessoas Armário no show do Good Shoes
* Daí veio o show que aparentemente, só eu gostei. Os Good Shoes não empolgaram ninguém, até porque a galerinha moderna 2.0 da DIESEL queria mais é andar pra lá e pra cá e sair em fotinhos e beber de graça. Mas foi um super show, recomendo.
* Alguns "Ci-És-És"s depois, Kelly Osbourne aparece no recinto e tem que falar ao microfone o quanto ela gosta da banda e tal. Aquele cartaz do musical CHICAGO nas paredes do metrô NUNCA me enganou. Viva o Photoshop. Gritinhos, luvas fluorescentes, capuzes em fúria e entra o CSS.
* Eu nunca mais tinha visto a banda (quer dizer, a GENTE nunca mais viu, ne), e foi um show muito divertido. Parece que a festa inteira estava no bar durante o show do Good Shoes, porque de uma hora pra outra uma multidão ocupou o lugar que antes era só meu. Consegui fazer esse filminho aqui:
"Alcohol" - CSS @ DIESEL Music Awards
* Foi um suspense enorme para a música final, a "Let's Make Love...", claro, e quando ela finalmente começou, a pista virou um inferno. Até tentei filmar a gritaria, mas olha no que deu. Cotoveladas por todos os lados.
Kissy Sell Out
* Eu estava bem empolgada para ver o tal DJ da Radio One Kissy Sell Out, que saiu no especial da Revista do Observer e semana passada apareceu na listinha "Going Up" do The Times como o "rising star DJ". Ele é moleque de tudo e o programa dele na Radio One (tem que entrar no site da rádio e procurar o In New DJs We Trust) tem sido bastante comentado.
* Nada de muuuuuito diferente, mas bem divertido, até porque o cara é doido e não pára de dançar com as próprias músicas. Ele fica tocando essa corneta-sirene o tempo todo e a pista fica parecendo aquelas raves dos anos 90. New Rave, neam, para contextualizar a garotada. Destaque para um anão com calça de couro, bombado e sem camisa que ficava ao lado dele tocando apito, maquiado com tinta fluorescente. Imagina um Van Damme New-Rave com 1,10 de altura. É isso.
* Ele faz o que o Erol Alkan já vem fazendo há aaaaanos, mas as músicas que ele mistura com rock são bem mais trash. De Michael Jackson a Cher. Na pista funciona, porque o povo quer mais é dar risada mesmo, mas eu odeio quando entra vocoder tipo Cher e pop francês farofa no meio de uma música do Bloc Party. =)
* Porque aquele campo "Foto da Semana" não funciona no Mac e não consigo atualizar.
The Foundry
* Os Stevens fizeram comigo um tour completo pelos melhores - e mais "alternativos" - pubs de Shoreditch. O The Foundry foi o que eu mais gostei, e ele é uma mistura esquisita de galeria e bar. Cada artista que expõe lá tem que deixar uma "lembrancinha", por isso a decoração surreal.
Já pensou em ser padre?
* Tem uma igreja aqui recrutando padre brasileiro. Alguém?
Um Pirata em Camden Town
* Quarta-feira, dia 12, foi aniversário da minha irmã linda e eu odeio passar essa data longe dela.
* Quarta-feira também foi o dia em que encontrei Jesus em Londres (juntem imagem 2 e 3 e tudo faz sentido).
* Também foi o dia em que o sol ferveu o dia todo e deu pra ficar no "beer garden" do pub "Edinboro" Castle em Camden, esperando pelo show do The Go Team.
* Ferveção do começo ao fim, uma delícia de show. Divertidíssimo. Não consigo me lembrar do nome das bandas de abertura, que apesar de serem totalmente diferentes do Go Team, conseguiram "distrair" bem a platéia. Já dei um Google e não acho. A primeira parecia aquela banda de japonesas do filme Kill Bill. Gritaria e uma baterista que incorporava a Sadako.
* Ganhei um button do Bonde do Rolê (irônico, não?) e ele atraiu alguns adolescentes faixa etária 2.0 para o meu lado. Mais irônico ainda. Quem acabou ficando com o button foi o Diggle. A bateria da minha máquina acabou e não tenho fotos nem do show, nem do button, e muito menos dos tênis brancos a la Kanye West que ele usava.
* Um pedacinho de grama concorrido em dia de sol na hora do almoço.
Mr. BIG
* Hoje banquei a turista e fui ver o Big Ben pela primeira vez desde que cheguei. É o final de semana "Open House", e foi uma ótima desculpa. Uma vez por ano, nesse final de semana de setembro, todas as casas e prédios púbicos normalmente fechadas são abertas para visitas gratuitas.
* Sempre quis entrar no Parlamento e foi bem interessante.