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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Poeira Bem-Vinda.

* E a alegria de no meio de uma super faxina encontrar coisinhas assim...:

* Não sei o nome disso, alguém me ajuda? Não lembro de jeito nenhum e nem sei como fazer uma busca por ele no Google... "MONÓCULO! MONÓCULO!", gritaram a NanaNeri e o Pinha! Thanx. Eu tinha um neologismo pra isso, mas não vou lembrar. =))

* Bem, eu não imaginei que a foto-da-mini-foto fosse funcionar, mas dentro desses "trocinhos de colocar retrato" achei registros de um Carnaval qualquer na minha cidade! Quando as pessoas ainda formavam blocos e iam ao único clube para dançar marchinhas - numa dança giratória in-ter-mi-ná-vel em um único círculo (tipo "dança tribal meets santo daime").

* Acima, um tio muito querido (ele faleceu há 16 anos) no meio de um bloco de pessoas usando túnicas gregas (ou algo parecido). Outros coadjuvantes desconhecidos:



* Pra mim, isso vale ouro.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

#Natal09

* Meu avô morreu há quatro anos. Todas as noites de Natal eram na casa dele, que fica a alguns passos da casa dos meus pais. É só atravessar a rua. A casa é bem grande e abrigou, além dos meus avós, os cinco filhos do casal e mais uma parentada flutuante.

* Era uma casa com portas verdes gigantes e sem maçanetas, com quadros tortos (e cheios de cupim) dos netos espalhados pelas paredes. Além das fotos da prole, enfeitavam a sala a cristaleira, um relógio cuco, uma cadeira de balanço, aquelas lembranças de viagem cafonas que os netos traziam e o quadro de uma menina desconhecida que ficou pendurado ali por uns 60 anos:

* O Natal por lá era sempre cheio e animado, mas desde que ele morreu, deixou de ser. Não de ser animado, deixou de ser Natal mesmo. A casa do vô era a única coisa que mantinha aquele Natal funcionando.

* Finalmente os filhos venderam a casa do vô. Ela tinha ficado vazia esses anos todos e só era habitada pelo estoque de fitas VHS da extinta locadora de um tio:

* Não conheci os novos donos, mas vi que eles têm um vira-lata preto. E um fusca. E percebi que eles não abrem muito as janelas. Como a casa é muito velha, já devem ter reformado tudo lá dentro. Mas, esqueceram do portão.

* O portão da casa do Vô fazia um barulho tão marcante, que quando rangia a gente sabia exatamente quantos minutos ele levaria para chegar a nossa casa. Também dava pra saber a hora exata em que ele saía para comprar pão ou para tomar sol na loja vizinha. Nem ladrão se atrevia a mexer naquele portão com um alarme natural de ferrugem.

* Pois os vizinhos se esqueceram de trocar o portão! E eu passei uma semana inteira na casa dos pais ouvindo aquele barulho familiar. E toda vez que ele rangia (como não fazia há quatro anos), eu sentia uma pontada horrorosa por dentro. Porque depois daqueles contados minutos, ninguém aparecia. Nem tio, nem vó, nem vô.

* O Natal ficou muito pequeno.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Formspring.Me versão 1.0

>> UPDATE II: desculpa, mas tive que incluir mais duas fotos no final do post. Tô rindo ainda.

* É difícil acompanhar (e decorar senhas para) todas as redes sociais que surgem por aí. Nem vou explicar, mas a última é o Formspring, site de perguntinhas & respostas estilo ping-pong. Você pode fazer a Marília Gabi Gabriela e fazer a/o convidado/a ao mesmo tempo. Tem que entrar em algum perfil para entender, clica aí.

* Não adianta perguntar a utilidade do serviço, redes sociais nunca têm utilidade real a não ser desviar pessoas do trabalho. NICE! Mas resumindo bem, é o site ideal para pessoas que sempre quiseram se sentar no sofá do Jô, mas vão demorar um pouco para chegar lá. E se você sempre quis perguntar aquilo para aquele alguém, é a tua chance.

* A versão anos 80 do Formspring, se você tem idade para se lembrar disso, era isso aqui:

* Eu achei o meu, gente!! Ele está amarelado e com furinhos de traça, mas reage bem. O ano da capa é 1988. Eu era metida a intelectual e minhas perguntas eram as mais chatas, nem sei como as pessoas topavam responder. São 63 perguntas no total, e relendo aqui, dá para saber direitinho o que um jovem no final dos anos 80 fazia em uma cidade do interior: NA-DA.

* Deve ser por isso que me mudei para São Paulo no ano seguinte. =) Selecionei algumas pérolas:

"O que você quer ser quando crescer?"

* Aparentemente, era moda "querer ser médico". Um menino queria ser jogador de futebol e uma outra ali, muito decidida, queria ser "técnica em processamento de dados". Achei a resposta da pessoa 13 bem ousadinha.

>> UPDATE: acabei de reparar na resposta 11: "Médica ou Publicitária porque são profissões que dão muito dinheiro" >> haha

"Você gosta de excursões?" HAHA

* Que whadahell essa pergunta. Playcenter era MUITO hype nos anos 80, percebam.

*A número 15 sou eu mesma e acho que só fiz essa pergunta para poder contar ao meu público que eu tinha visto o MENUDO ao vivo em Sorocaba, "de excursão". Eu me achava mais importante por isso.

* Com essa foto podemos perceber que, nos anos 80, o filme Dirty Dancing derretia calcinhas* (expressão do Holger, não minha). E A Lagoa Azul também.>> R.I.P. Patrick Swayze.

* Um exemplo das minhas perguntas petulantes e chatas: "O que o homem pode fazer para viver em paz e não ser violento?" DJIZAS! Não sei como niguém respondeu "zzz...". Era mais fácil escrever "Idem".

"Você faz algum curso?"

* Sinal dos tempos: da-ti-lo-gra-fi-a e inglês BOM-BAN-DO na "timeline" do meu caderninho!!!

>> UPDATE II:

"E cantor, cantora ou grupo?"

* Atenção para a amiga número 12, que respondeu: "Robby, Sylvinho, Léo Jayme, Trem da Alegria, Dominó, Lulu Santos, Rosana (!!!) e... Egotrip". EGOTRIP.

* Do lado esquerdo, o ator Thales Pan Chacon aparece DUAS vezes como o preferido. Joguei no Google e a novela com ele na época era "Fera Radical". A Globo sempre pautando a lista de galãs das menininhas. =)

"Qual o teu signo?"

* POR FAVOR, resposta 14: "Astrologia é Anti-Cristo". Como assim, quem era a louca??? HAHAHA

* E eu ali, muito cafona no número 15, dei uma indireta forte para o paquera da época que eu não me lembro quem era. FAIL.

ps: acreditem, mas eu não achei a pergunta: "Você é virgem?".

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Magic BEAN

(( da categoria: "presentes que não tem preço" ))

* Magic BEAN, o Feijão(zão) chinês que chegou para alegrar o meu dia:




* Não é fofo? A Bean-em-terceira-pessoa agradece. <3

---> Curiosidades sobre o Magic Bean:

[ Demystifying the Magic Bean ]

sábado, 27 de junho de 2009

When Jacko died I was...

Tirei da galeria de fotos da NME

* Todo mundo vai ter uma historinha para contar do "que estava fazendo quando Michael Jackson morreu". Menos eu.

* Além de não estar fazendo nada, eu só fiquei sabendo do alvoroço às dez da noite. Eu estava dentro de uma biblioetca, sozinha, concentrada, inspirada. Sem celular, TV, computador e pessoas histéricas.

* É muita "Lei de Murphy" para uma pessoa só, Brasil! Eu resolvi me desligar do mundo justamente no dia em que o mundo passava por um "11 de setembro" do Pop.

* Quando resolvi ligar o meu celular, lá pelas 10pm, o primeiro sms dos outros 15 sobre o assunto era uma piada. Entendi a piada, mas não entendi o motivo daquela pessoa estar me mandando uma piada sobre o Michael Jackson no céu. Até chegar no primeiro sms mais desesperado (uma bronca, na verdade, estilo "Cadê você, porraaa") e entender "mais ou menos" o que tinha acontecido.

* Para piorar, chego em casa e... Zero de internet. Não pude nem acompanhar o restinho dos tweets inconformados. Falei com alguns amigos e resolvi dormir. E me senti super old-school quando liguei a TV no Jornal da Globo para ver a notícia. Pensa, saber de alguma coisa pela TV hoje em dia é quase que um lance Amish, se eles já tiverem evoluído um pouco.

* Vou ter que dizer isso aos meus filhos: "Sorry, kids, mas a mamãe não estava no twitter quando ele morreu".

* Para não tornar a coisa mais FAIL do que ela já foi, não vou prestar homenagem alguma ao King of Pop porque o mundo já fez isso por mim. Só vou colocar aqui uma versão fofa de "Billie Jean" (a minha preferida) feita pelo Belle & Sebastian, ao vivo. Tem muito mais a ver com o blog:

* o Guardian fez uma galeria com as 25 melhores capas de jornal sobre a morte do Jacko no mundo: 

* A foto que abre a galeria é essa que coloquei no meio do post, do jornal carioca Extra. Para ver todas as outras clique aqui.

*** UPDATE: esqueci de botar um crédito! A música do B&S eu tirei do blog The Music Slut!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Uma Boite em BH

* Cena bizarra, mas... Um amigo se hospedou em um hotel em BH que tinha uma, hã, "casa de entretenimento adulto" junto ao lobby. O hóspede pode seguir alguns sinais que partem do hall até que o "cantinho" apareça. Se você nem se tocar do movimento, não tem problema: ele é devidamente anunciado na recepção:


* Eu sempre acho que seguindo plaquinhas como essa eu vou acabar em alguma cena do David Lynch, com um labirinto de cortinas vermelhas, anões que falam ao contrário e pessoas que mudam de rosto. Mas não... o amigo deu de cara com a "Boite" local e e ela se chamava...:


* Eu me acostumei com as fotinhos "Bean"-enquanto-grão-de-café que recebo dos amigos, mas fotinho com "Carolina" dificilmente aparece uma. Tenho certeza que é porque ninguém se lembra (ou sabe, né, Caio?) que meu nome é (Ana) Carolina. =) Normal.

* Adoro esses achados! E mesmo que a "referência" não seja tão honrosa, não dava para não colocar aqui. E eu crente que ele fosse dar de cara com algo assim:

sábado, 16 de maio de 2009

Bean Town

Bean Pra Prefeita

* Que fofa essa camiseta que a Jô Bordosa me mandou! Adorei! 

* Joguei no Google para tentar descobrir da onde era... Será que é daqui, desse Bean Town Coffee Bar na Califórnia? Sei que ela esteve por lá recentemente...

* Adooro quando os amigos me mandam essas coisas e vou salvando tudo numa pastinha aqui. Tem sempre a ver com bean-grão-de-café, claro, e NUNCA a ver com a String Bean Jean da música do Belle & Sebastian - de onde "roubei" o apelido. Bem, melhor associarem com "grão de café" que com "feijão" ou até com o "Mr Bean". =))

* Outras duas que já havia botado no Flickr:

Em Londres


Da cidade de Winchester, Inglaterra

--> Post Anterior:

[ Beans & Jeans, Jeans & Beans ]

quarta-feira, 25 de março de 2009

Tum.Tum

[ "What came first: the music or the misery?" ]


* Essa eu quis guardar e repassar:


* Peguei lá no blog da Dani Arrais, que por sua vez pegou no I Can Read.

terça-feira, 24 de março de 2009

Radiohead: Passou.

Foto do Flickr do Daigo Oliva

* Até eu já cansei de ler e falar sobre o show do Radiohead em São Paulo. Postzinho só para registrar que: mesmo quando a gente acha que tudo anda sem graça e sem sentido, sempre tem aquele *click* que te faz ver graça nas coisas novamente.

* Tudo que envolveu esse show do Radiohead (da caravana em nossas duas vans lotadas à saída desastrosa no final) foi feito numa empolgação que eu não sentia há muito tempo. Talvez só na caravana do ano passado para ver o REM em Buenos Aires, ou na correria entre um show e outro do Planeta Terra. Esse show do Radiohead acabou me pegando numa época de complicações e "abusos", aquela fase em que a gente está de saco cheio de tudo & todos. Agora fico até assustada com a minha falta de motivação, porque não consigo me conformar que não fui ao Rio, que não me mexi para ir ao Chile ou para a Argentina. FAIL.

* Daí veio o México, o setlist do México, as músicas do setlist do México em ordem no iPod, os sms do Rio, os vídeos no YouTube, relatos no twitter... e eu me pego em plena sexta-feira à noite em casa acompanhando um show virtualmente como se estivesse na pista da Apoteose. *Click*

* E é isso, nem vou falar mais. A emoção que eu senti no show de domingo é tão infantil e babaca que se eu tentar escrever qualquer coisa sobre ele vai ficar patético. Nível de constrangimento no estilo "se joga as if nobody's watching". Eu chorei tanto em Fake Plastic Trees (não sei se foi por causa do Carlinhos, haha, mas comecei a desabar ali) mesmo ela nem sendo a minha preferida, que por um momento até torci pra que chovesse. Ou pra que não tocassem Street Spirit.

* Felicidade absurda. Nem só pelo show em si, mas fiquei feliz de verdade simplesmente por sentir tudo aquilo de novo. Há coisas que só um clima de festival faz por você. =) Post piegas que merece a tag *não tem preço* . 

---> Para ler: botei algumas coisinhas lá na Popload. Vocês também se emocionaram com o silêncio em EXIT?

---> Para ver: "Exit Music (For a Film)" em São Paulo:


segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Blame It On Slow Blogging, pípol!

Foto Minha, Livro Alheio

* Feliz 2009, Brasil-il-il! O ano começou hoje. Vários kilos a mais, reais a menos, livros empilhados no chão, mala pra desfazer, nenhuma marca de biquini, feeds atolados, um Mac novinho pronto para ser explorado, etc.

* Queria poder dizer que virei praticante full-time do movimento slow blogging, mas é pura mentira. E vamos combinar que esse papo de "slow blogging" é papo de preguiçoso, hein. Também adoro posts 'com qualidade', mas uma coisa não exclui a outra. Que o diga a Dona Daniela Arrais, que manda bem na quantidade com muita qualidade.

* Eu acordei um dia e cansei de escrever. Cansei não é a desculpa certa, já que enchi um caderninho todo de anotações "pro blog" que não vingaram. Eu culpo o Goggle Reader, essa ferramenta quase do mal que rouba horas e mais horas do meu dia. E também porque depois das maravilhas do twitter e depois de 1200 feeds diários você se dá conta de que todo mundo fala sobre a mesma coisa, logo, escreve sobre a mesma coisa. E de repente ficou muuuito mais legal saber o que os outros pensam, e deu aquela preguiça danada de dizer o que eu penso. Até porque só eu me importo com isso mesmo. =))

* Preguiça de lado, mas ainda com uma falta de assunto vergonhosa, decidi voltar aos poucos. Beeem aos poucos. Devo avisar que, antes de sentar para escrever esse mini-fake-post (ainda fora das novas regras ortográficas), fiz questão de ler os feeds "de férias" um a um. E quanta receita favoritada (thanx, meninas do Frango!) e links para sites legais e textos imperdíveis... Valeu o esforço e a dor nas costas. Até puxão de orelha da Juliana-Azar-O-Seu eu levei (funcionou!). E gente... o Matias não tira férias, não?

* Um sensacional 2009 (a.k.a.: com saúde pra toda família, dindim de sobra para festivais internacionais e com projetos que finalmente vão sair do papel) para a galere!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Revista Morar: "A Invasão dos Pássaros"

Revista Morar, Agosto

* Sempre esqueço de colocar aqui a minha 'pagininha' na Revista Morar, da Folha. Em setembro faz um ano que comecei a escrever a "Morar.Com", coluna sobre o que tem se falado nos blogs de design interior pelo mundo e algumas dicas de lojinhas online.

* A deste mês ficou bem fofa, e para aproveitar que a mãe que acabou de 'scanear' e me mandar, resolvi botar aqui.

* Na coluna deste mês, que infelizmente você não pode ler online (vou colocar a versão em jpg no final do post), fiz um clipping de gravuras, adesivos e acessórios com pássaros que tenho visto ultimamente em quase todos os blogs do ramo.

* A Jaime Derringer, autora do blog Design Milk que eu adoro, foi a entrevistada e fonte de inspiração, já que a primeira gravura com os passarinhos no fundo marrom ali na foto é da loja online que ela acaba de abrir. Assim que vi, quis pra mim. =)

* Além dela, ilustram a página os pássaros-origami da artista Christina Empedocles, os pássaros gordinhos que atacam cozinhas da Kate Wilson e o lustre dourado do sueco Hung Ming Chen.

* O adesivo lindo na parede é daqui de São Paulo mesmo, da loja Arte Parede. Dá para comprar online ou diretamente nas lojas.

* Dá para -tentar- ler aqui:

Clique na foto para ampliar

domingo, 15 de junho de 2008

Engordando em Higienópolis

* Depois dos 30 dizem que a gente começa a comer mais e a sair menos. A máxima só deve valer para casais, pelo jeito. Se a idéia é diminuir os pneus da cerveja, eu consegui piorar a situação. Porque depois dos 30 eu viciei mesmo em sair pa-ra comer, e pior, antes de sair pa-ra a balada. A-do-ro. O bairro ajuda. É uma delícia sair por aqui descobrindo restaurantes e cafés e ainda saber que os bares que a gente adora estão a alguns passos de distância. Ok, no máximo a alguns "5-reais-de-táxi" de distância. Estes são os vícios engordativos das últimas duas semanas:


* Percebi que ando muito carnívora ultimamente e por enquanto, sem a menor vontade de mudar. Viciei nos pratos "escalope de mignon com batatas rústicas" e no "medalhão de mignon com risoto de queijo brie" do restaurante SAL Gastronomia, em frente à Galeria Vermelho... É ótimo ficar na mesona do lado de fora com os amigos (tem aquecedor), mas a graça toda é ver aqueles chefs tatuados cozinhando bem na sua frente. Na última extravagância, e já que a nossa mesa grande ia acabar dividindo tudo mesmo, resolvemos pedir várias entradas do menu. Não tive coragem de experimentar o carpaccio de avestruz, mas as beterrabas assadas (que acompanham) estavam deliciosas. Gostei da bruschetta de polvo com vinagrete de hortelã, mas só porque não sabia que aquilo era polvo. O suco de limão com manjericão não tem uma cara boa, mas é uma delícia.


* Comecei a freqüentar há pouco tempo o Arábia da Vilaboim. Perdição. Bem quando eu tinha acabado de conhecer o buffet de salada do Pizza Bros (achei que lá dentro só tinha pizza, juro)... Passamos reto um dia e caímos na comida árabe. Viciei na salada fatuche ("molho de romã sobre rúcula, alface, tomate, pepino e pão sírio moreno e crocante"), seguida de quibe assado! Aliás, a Vilaboim anda uma delícia. Fecharam a floricultura, mas abriram um café wi-fi! A combinação ficou perfeita: dá para andar de casa até a banca mais tentadora do bairro, atravessar a rua e tomar um cafezinho no Vanilla olhando para a praça, sem se espremer e berrar para conversar como tinha que ser feito no shopping.


* No embalo da fase carnívora descontrol, um amigo me levou ao argentino La Frontera, que também fica perto de casa e nem sabia que existia. É bem escondido mesmo, atrás do cemitério da Consolação, na também escondida Rua Coronel Eusébio (travessa da Rua Mato Grosso). O sobrado fica ao lado de uma vila com um entra-e-sai de "gente moderna" (leia-se "pessoal de criação do ramo publicitário"). A cozinha, como no SAL, fica à vista, com chefs jovens vestindo caps coloridos. O cardápio no almoço é mais simples que o do jantar, me disseram, e todas as opções de "pratos executivos" pareciam deliciosas. Pedi a entrada de grão de bico com queijo de cabra (huummm) e acabei ficando com o prato mais simples, um tagliatelle com linguiça (beeeem) apimentada. O engraçado é que, esperando encontrar só carne, vi uma seleção de pratos mais "mediterrâneos", com vários peixes grelhados e frutos do mar, além de muitas massas! Adorei o ambiente, e uma amiga me disse que à noite a coisa lá vira uma pré-balada. Vou checar.

* Eu resolvi deletar as sobremesas do post para fingir um auto-controle invejável na diminuição do açúcar. Pura falsidade. Mesmo assim, não se sabe como, sete (!!!) dos dez kilos adquiridos à base de muita batata em Londres, já se foram. Mistério. Deve ser a dieta do comer-beber-sair-dançar. Não elimina culote, mas juro que funciona.

ps: as fotos não são minhas, claro. São do Guia da Semana, da Vejinha e do CHIC, respectivamente

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Pretty Ballerinas

* Comprar sapato na adolescência era uma tortura pra mim. Sendo "muy alta", era difícil achar um sapatinho com salto-zero que não fosse coisa de Vó. Era melhor ficar com os coturnos e o All-Star, e não reclamar nunca. Mas quando aparecia aquela festinha mais "chique"... ai que pesadelo! Eu botava um saltinho e não sobrava ninguém para dançar comigo! haha

* Quando a moda dos "flat shoes" moderninhos apareceu, lembro que fui a uma loja do Shopping e levei tudo o que podia. E o que não podia também, mas isso é um detalhe.

* Eu tenho a desculpa de calçar 39. Vocês já tentaram comprar um 'sapatinho' 39? na Arezzo, por exemplo, eles só recebem dois (DOIS!!!) pares na numeração 39. Eu me sinto um Shrek entrando na loja. Ou seja, se eu não correr, as girafonas de Higienópolis passam na minha frente!

* E é por isso que eu me arrependo horrores quando lembro dessa lojinha fofa da foto acima. Ficava em Chelsea em Londres, pertinho do metrô de Knightsbridge. Sabe aquelas coisas de viagem "um dia eu volto aqui"? Pois é. Esqueci e nunca voltei.

* Pelo que eu entendi, o Pretty Ballerinas vem da Espanha. Entrando na loja, você dá de cara com uma pirâmide enorme de sapatilhas. São tantas que é fácil enlouquecer e pensar no "outro dia eu volto". Não é baratíssimo (tipo 100 euros), mas para quem sofre com o pezinho 39 não tem o que pensar.

* Reparem que alguns modelos têm a ponta quadrada das sapatilhas de bailarina mesmo:

Eu queeeeero!!!!!


domingo, 2 de março de 2008

Poploaded 48: The Lucio-Less Issue

Being Lúcio Ribeiro

*O Poploaded 48 (sem o Lúcio, que estava enfrentando terremotos em Londres) já está lá para quem quiser baixar e/ou ouvir. Fiquei ali ao lado do Massari dando um apoio moral e falando unicamente o necessário. Não dá para arriscar dar um palpite na frente dele e dar um fora, não é mesmo?

* No The Lucioless Issue rolam as esquisitices rotineiras do Massari, três músicas selecionadas pelo Lúcio lááá de London e três minhas.

Isobel & Mark Lanegan

* Não toquei Belle&Sebatian, calma, mas quase. Decidi tocar "The False Husband" da Isobel Campbell com o Mark Lanegan (daquele álbum "Ballad of the Broken Seas" de 2006) depois de ler na internet que eles vão lançar outro trabalho juntos agora em maio!!! Eeeba. O novo disco - "Sunday at Devil Dirt" - tem lançamento previsto para o dia 05.

* Ouvi algumas músicas do disco novo do Malkmus ("Real Emotional Trash") e achei beeem fraquinho. Muito "pápápápá". Separei uma que achei mais ou menos, a "Gardenia".

* A session ao vivo foi da banda Mamma Cadela.

Massari em 93 com uma vasta cabeleira

* No detalhe acima, Massari entrevistando a Cherry, mais conhecida como a "mina do Okotô" (essa é só para quem assistia Clip Trip nos anos 90). Ele tocou no programa a música do novo projeto dela chamado Hell Sakura, prestenção!

--> Para baixar o programa:

[ Poploaded 48 - parte I ]

[ Poploaded 48 - parte II ]

ps: a partir desta semana o Poploaded volta à sua programação normal.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

O Ano Começou?

Foto do Flickr da Funhell

* O último gringo foi embora na sexta e o "albergue da Bean" fica temporariamente fechado. Em março estamos de volta. =)

* Aconteceu tanta coisa em janeiro, que meu ano parece ter avançado oito meses: a infernal - porém chic - TopShop resolveu devolver meu dinheiro indevidamente descontado depois de uma ameaça sutil de processo; recebi uma proposta de emprego; levei um calote fenomenal de uma editora que até então se dizia ser "cheia da grana", foram-se os gringos e a flatmate de vinte anos e a casa agora é só minha (ainda refletindo seriamente se vou ter dinheiro para bancar o apê sozinha); no Carnaval mais parado de todos os tempos, acabei com a fantasia de DJ na Funhouse e discotequei com o Lúcio e com o "Dj Diggle" (U.K.) até então um mero hóspede do albergue, aprendi a cozinhar sem receita (aham), e parei definitivamente de tentar solucionar os mistérios do LOST.

* E pensar que o ano, na verdade, nem começou. Só volto esta semana ao trabalho depois de seis meses de "férias". Até a rinite voltou de nervoso.

* Só nesse final de semana pude checar TODOS os blogs e perdi tanta coisa! Também consegui adicionar blogs novos à lista de amigos, que estava ali empoeirada.

* Já vi que as meninas do Frango com Banana mudaram o visual do blog, adorei. Elas postaram uma receita nova para o tal Frango com Banana (versão2), vai lá.

* Dando uma olhada atrasada nos blogs que me adicionaram, achei o Aforismo, que mistura notícias de jornal com ficção. Os contos são ótimos. * Também via technorati conheci o blog FruFru, e passei hooooras lendo os posts curtos e cheios de links interessantes. Muito bom. Foi lá que fiquei sabendo que o Michael Haneke fez uma versão 'americanazada' do seu filme "Funny Games". Pra quê????? A "Frufru" postou o trailer no link ao lado. Michael Pitt está ótimo, mas realmente, não precisava.

* E o blog Morrendo Lentamente questiona a falta de noção da assessoria de imprensa da revista Claudia, que aprovou uma foto da atriz Letícia Spiller com um "baseado" na boca. O "baseado" é um óculos, mas também levei o mesmo susto quando vi a revista nas bancas. Foto tirada do blog do Álvaro, "um índio latino".

* A Carol (jornalista e amiga Sampaist, que agora mora em Londres) reativou o blog! Visitem o Rastros Arquivados.


* Esse "gerador de jargão" do filme Juno ("Juno Jargon Jenerator") saiu do blog das meninas do 2 Way Monologue (também com visual novo!). Fofo, não? Experimentem, ele funciona!

domingo, 20 de janeiro de 2008

O Albergue da Bean: no vacancies!

Estava assim no Rio

* Há uma semana estou sem quarto. E por isso, sem computador. Uma tortura, ainda mais agora com outro vício inútil na internet (o Twitter, claro).

* Desde que voltei de Londres, minha casa mais parece um albergue de gringo. Esta é sem dúvida a melhor parte das viagens: retribuir - na medida do possível - o que aprontaram fizeram com a gente lá fora. A casa fica assim até o último dia de março, sem um dia sequer de descanso.

* Atenção, isso é uma resolução de ano-novo: se eu receber mais "reservas" depois disso, vou levar o negócio a sério e abrir uma pousada indie. Faço receptivo, toda a andança no centrão sem reclamar (adoooro!) e ainda levo para o tour Augusta-Barra Funda-Higienopolis de baladinhas. Hit!

* Foi bancando a guia em tempo integral que percebi que ser turista em SP é um in-fer-no. E isso merece um post gigante no Sampaist, juro. Viva o Rio.

ps: a foto não é meramente ilustrativa. Estamos de saída para Camburi, para felizes 5 dias de chuva no litoral norte.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Final de semana Medieval-Chic

* Antes de voltar ao Brasil, ganhei um final de semana em uma cidadezinha medieval ao sul de Londres (o trem sai da estação Waterloo). Winchester chegou a ser a capital da Inglaterra entre os séculos X e XI, e por aí já dá para imaginar a idade das construções do lugar. Casas de pedra, muralhas medievais cercando boa parte da cidade, uma catedral gigantesca de 1079 (!!!) e o túmulo de Jane Austen. Além disso, dentro do Castelo Real de Winchester está suspensa a famosa "Távola Redonda", do Rei Artur e dos seus doze cavaleiros, para quem prefere acreditar na lenda. São seis metros de diâmetro, imagina:

* Dá para fazer tudo isso em um dia, a cidade é bem pequena. O legal é passear pelos pubs locais e dar de cara com personagens como este, que fazem questão de puxar papo. Parece tudo meio cenográfico. O climão de Natal ajuda, com crianças cantando pelas esquinas e feirinhas de artesanato perto da pista de patinação.

* Mas o barato mesmo de Winchester foi ter ficado nesse hotel da foto. Vale todo centavo. O Hotel du Vin fica em um casarão de 1715, bem no centro. São 24 quartos disputadíssimos, cada um com o nome de um vinho. O bistrô do hotel é famoso, e perto do jardim fica um charmoso Champagne Bar. Perfeito.

* Cada quarto tem uma banheira "de casal", entre a cama e a TV de plasma. Ao lado da cama, caixinhas de som para o iPod!

* O bistrô é intimista, mas os ingleses que saem de Londres para um jantar ali capricham no visual. Dá para se perder na tábua de queijos, tão grande que passava de mesa em mesa carregada por dois garçons - que como os outros, eram franceses. Escolhi o salmão defumado com limão siciliano de entrada. Para não fazer feio entre os "pork belly", "duck breast" e "Guinea Fowl" do cardápio, optei pelo hadoque com 'chive beurre blanc', velho conhecido dos fish & chips londrinos. Delícia, mas invejei a truta com aspargos do vizinho. Para a sobremesa, a minha grande descoberta. Digo descoberta porque sobremesa para mim só tem graça se for feita de chocolate. Decidi experimentar a tal "panna cota" com frutas vermelhas (todas as "berries" da estação) e viciei.

* Esse hotel-bristô de Winchester deu origem à uma pequena cadeia de hotéis. Dá para achar o Du Vin em mais 9 cidades britânicas. Se não for para passar a noite, visite ao menos o bristô.

sábado, 8 de dezembro de 2007

No More TopShop

Eu tenho medo da Oxford Street *foto by Orhan

* Já pedi demissão da loja dos horrores! Ufa!

* TopMusic: Há pelo menos 19 músicas que nunca mais vou conseguir ouvir na vida, tudo por causa da TopShop. Tenho calafrios só de ouvir Gallows, ou "aquela" da Bjork, ou a última do New Young Pony Club. Arranjaram um novo DJ essa semana que embarcou numas de rock garageiro no volume 10. Eu vi cliente sair correndo. Imagina trabalhar por 8 horas como se você estivesse dentro de uma cabine com o Tchello tocando na orelha. A música mais relaxante do setlist dele era Allison, do Pixies.

* TopMoment: Nesse tempo todo, posso dizer que além do desconto amigo para o pessoal "da firma", a única coisa interessante que me aconteceu por lá for ter atendido o Matthew Followill, do Kings of Leon. Mais nada. A calça dele era tão apertada que eu achei que ele não fosse conseguir levantar mais e ele nem levou a bota cowboy vintage de couro vermelho desbotado que eu ofereci.

* TopTraining: O top da bizarrice fica por conta do treinamento de sete horas, que inclui, entre uma simulação de incêndio e um "como se comportar ao avistar um terrorista em potencial", um modesto "o que fazer quando uma celebridade como o David Beckham entrar na loja". O David nunca entrou.

* TopAbsurdinho: a foto acima é do Flickr do Orhan, que captou a entrada da loja com uma multidão insana - e com nada melhor para fazer em Londres, no dia em que a Kate Moss lançou sua coleção lá dentro. Dizem que foi ela mesmo quem desenhou. Aham.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Sampaist @ The Guardian

Acho muito chique

* Na semana passada o Sampaist recebeu um email do jornalista Benji Lanyado - do jornal inglês The Guardian - pedindo dicas sobre São Paulo.

* Ele passaria um final de semana na cidade, tinha pressa e queria saber exatamente o que fazíamos, e não o que "recomendávamos". Mandei minha listinha kit-final-de-semana-em-Sampa, que costuma ser: Filial, Exquisito, Milo Garage, Vegas, StudioSP, Casa Belfiore, Clube Belfiore, Clash, a fejuca do Consulado Mineiro e o doce de ambrosia da praça Benedito Calixto.

* A gente só não sabia que ele seguiria o email parágrafo por parágrafo, dica a dica. E foi assim que, uma das coisas de que eu mais sinto falta no Brasil foi parar no Guardian: o bolinho de arroz acompanhado de caipirinha de frutas vermelhas do bar Filial, na Vila Madalena.

* O texto ficou ótimo! Ele consegue descrever a "perigosa" Barra Funda e a "boêmia" Vila Madalena com riqueza de detalhes, e alguns trechos são bem engraçados. O texto começa com o jornalista dizendo que a cidade é conhecida como "um osso duro de roer", e termina com a aventura dele tentando achar o CB.

[ TRECHOS ]

* StudioSP: "Entrada inofensiva, fila pequena e segurança gigante. Um casal, visto pela última vez girando na pista, de repente sobe ao palco e começa a fazer um set ao vivo de electro. Ela canta, ele enrola".

* Barra Funda: "Quando perguntamos para a recepcionista do albergue como ir até a Barra Funda ela nos olhou assustada e demos pra trás. (...) Decidimos nos aventurar no sábado. Ansiosos, pegamos um taxi na saída da estação Barra Funda. O motorista tem que parar para pedir informação sobre como chegar à Casa Belfiore. (...) Parece não ter nada lá em lugar algum, até que entramos em uma ruazinha com uma casa iluminada por luzes multicoloridas."

* Casa Belfiore: "Público desleixado, estilo rockabilly moderninho, com barba e camisa xadrez. (...) Gravuras chinesas obscuras e poster de Bukowski nas paredes. (...) Entendo pouquíssimas coisas do cardápio, e decido escolher o que parece ser um Roquefort com alguma-coisa-caramelizada. Vinte minutos depois, surge da cozinha uma berinjela meticulosamente caramelizada, servida por uma garçonete com um piercing enorme no septo."

* Clube Belfiore: "A parada final do Ana's Tour é o Clube Belfiore. A caminhada é sinistra - ruas desertas, doidos cambaleantes e um vira-lata latindo. Nada leva a crer que o clube da hora em SP fica por perto. Mas lá está ele, dentro do que parece ser um galpão, iluminado por globos pálidos e abarrotado de locais perto de um palco nos fundos. A banda entra e eu fico pasmo. Por duas horas seguidas eles tocam covers de Cure, Happy Mondays, Blur e outros hinos indie, cada música anunciada em um português cômico pelo vocalista. Duas noites em SP e é uma surpresa atrás da outra."

---> Detalhes:

- A parte em que ele me descreve como "DJ & Club Booker" foi coisa do Lemp, que levou os caras para uma saudável feijoada num sabadão de feriado prolongado.

- O "Ana's Tour não incluía uma caminhada perigosa e solitária pela Barra Funda. Por sorte NADA aconteceu aos jornalistas e meu nome não foi parar na página POLICIAL do Guardian.

- Putz. Banda cover, não, né, Belfiore?

---> Para Ler:

[ São Paulo, Sampaist e Ana's Tour no Guardian ]

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Cowboys for fans only, Sexo na Galeria & Ian Curtis para madames

* A semana passou e eu nem senti, e acabei esquecendo de postar algumas coisas legais e outras nem tanto.

* E eu só fiquei sabendo no DOMINGO da polêmica Huck x Ferrez (em "texto marginal-chique", segundo a Folha). Tive que catar pedaços aqui e ali, mas acabei achando esse resumão ótimo. Se alguém tiver mais um texto legal (pode ser em blog) sobre isso, me manda o link por favor.

* Quarta-feira fui a um show recomendado para "fãs somente". Quando morei em Londres pela primeira vez, isso há oito anos, no sótão onde a gente morava tinha três cds. Neil Young acústico, The Best of The Cure e Cowboy Junkies (Trinity Session). Logo que voltei ao Brasil, comprei os 3 CDs, lógico, porque eles traziam lembranças estranhas. Adoro quando algumas músicas fazem isso.

Os irmãos Cowboy Junkies

* Justificativa dada, paguei algumas boas libras para ver Cowboy Junkies no projeto Don't Look Back. Para quem não sabe, é aquele projeto que traz uma banda e um disco clássico. A banda tem que tocar aquele disco na seqüência, com as músicas nas mesmas versões. Como o Trinity Sessions é o único disco bom do Cowboy Junkies, minhas outras desculpas para ter ido são: a nostalgia toda da coisa, o local do evento (o luxuoso Royal Albert Hall, um Municipal com cara da rainha da Inglaterra) e o convidado especial Ryan Adams, que tocou guitarra em todas as músicas, e cantou outras tantas. Juro que foi lindo. =)

* Quebrando as regras do projeto, a banda voltou para vários "bis", tocou músicas novas e Ryan Adams teve o seu momento. A música mais famosa da banda, se não for a única, é uma versão chorosa que eles fizeram para "Sweet Jane" do Lou Reed. Ela entrou na trilha do filme "Assassinos por Natureza" e está aqui. Ok, não se fala mais nisso.

* A exposição "proibida para menores" do Barbican foi que interessante. "Seduced: Art & Sex" é uma exposicão que traça a trajetória do sexo em obras de arte como livros proibidos, porcelanas, pergaminhos, filmes, fotos, estátuas e outras manifestacões artísticas através dos tempos.

Olha a Leda de olho no Cisne

* Eu adorei as fotos eróticas p&b dos anos 20, as porcelanas japonesas com gueixas insinuantes e as fotos ambíguas de frutas e objetos que lembram, bem, vocês conseguem imaginar. Pelo contexto e pela época, imagino o quanto essas obras chocaram, e isso sim faz sentido.

* Em ordem cronológica, você passa por todas as épocas, de A.C. aos dias de hoje, e por todas as modalidades sexuais, com fotos bem explícitas que "podem chocar e ofender". Essa plaquinha ficava na entrada. Aquela em neon cor-de-rosa também. Aquilo é arte, viu?

* Assim como as fotos bregas de sexo explícito da Cicciolina, no segundo andar. E também assim cono os slides com fotos de casais anônimos sendo felizes na cama, no chuveiro, na frente dos filhos, no sofá, na varanda... Para dar um clima de arte intelectual, os slides são projetados com uma trilha moderna e confusa, estilo Bjork. Talvez seja mesmo Bjork, porque a música foi me irritando aos poucos.

* Essa fase moderna da instalação, que inclui dois filminhos chatos mas considerados "cool" do Andy Warhol, é bem cansativa. Seguindo as "obras de arte" ali, dá a impressão que, qualquer foto de sexo com uma ambientação moderna e trilha ousada é arte. Eu só fiquei esperando aparecer em algum momento, o filminho da Paris Hilton. Não me surpreenderia nem um pouco.

* Semana passada também assisti ao Control, finalmente. Não quero falar muito do filme porque sei o quanto é chato. Apesar do ponto de vista do filme ser totalmente o da mulher traída e abandonada, adorei todos os momentos. Cada música que tocava estava no lugar certo, e era tão emocionante a ponto de você esquecer que, na verdade, a pertubação do Ian Curtis foi pouca - ou quase nada - explorada.

* Não vou falar mais nada. Só mais uma coisa: o Sam Riley, que faz o papel do Ian Curtis, está sensacional. Ele me lembrava tanto um amigo, que ate irritava. Para provar a ele que não estou mentindo, fotos dos dois, em posição parecida:

Sam Riley x Curtis

Ale Cuervo x Sam

* Ainda na onda do filme, fui ver uma exposição de fotos da banda em uma loja de madame. Só um cachecol na loja custava 86 libras. Façam as contas.

* São mais de 40 fotos do fotógrafo Pierre René-Worms tiradas em um único dia, 18 de dezembro de 1979, data de um show deles em Paris. É absurdo ver essas imagens depois do filme. A caracterização da banda (figurino, inclusive) está perfeita. O Peter Hook é igual!!!

* Para quem tiver tempo, esse artigo escrito pela Natalie Curtis, filha do Ian, está ótimo. Ela dá a sua visão do filme, fala sobre a banda e conta histórias ótimas do Tony Wilson. Ela é figurante no filme e é quem grita "fuck off" na cena em que colocam um maluco para cantar no lugar do Ian. =)