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quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Nick Hornby: SLAM

Teen Spirit

* Eba! Amanhã, dia 04 de outubro chega às livrarias o novo livro do Nick Hornby, SLAM.

* Atenção: o livro é sobre e foi escrito para, os adolesccentes. Não somos o público alvo, mas vou comprar mesmo assim porque quero ter certeza que ele vai deixar aquela besteira do A Long Way Down de lado e vai voltar a ser o Hornby de sempre. Alguém conseguiu ler esse livro até o final? Vai virar filme, e já consigo imaginar a cena dos 4 suicidas em cima de um prédio alto com uma vista maravilhosa e trilha dramática.

* Bem, SLAM é sobre um adolescente skatista de 16 anos que descobre que vai ser pai. Os personagens são meus vizinhos, segundo a sinopse. Uma boa desculpa para eu comprar amanhã mesmo. O moleque tem um pôster gigante no quarto do campeão mundial de skate Tony Hawk, e conversa com ele nos momentos mais "reflexivos". Humm...

* Ele deu uma entrevista para o TIMES e disse que escolheu o tal do Hawk por ser uma referência que só quem tem menos de 26 anos vai pegar. Fiquei aliviada, porque eu não faço a menor idéia de quem seja o ser. Ele também não sabia, até ver uma foto do campeão com um skate numa mão e o livro High Fidelity na outra.

* A entrevista você consegue ler no link acima, assim como a resenha do livro feita por um teenager de 16 anos. Ele deu 8,5 para o livro. Ai que medo.

* Fuçando o site do Hornby para saber se vai haver algum lançamento oficial para que eu possa ir e finalmente vê-lo de perto, descobri que ele tem um blog!!!! Não é atualizado desde o dia 24 de setembro justamente porque ele está viajando divulgando o livro, o que significa que eu perdi a primeira leitura, que foi em Londres no dia 30 de setembro.

* Anfam. No blog tem posts interessantes sobre novos projetos, sobre o difícil trabalho de adaptação de "A Long Way Down" para o cinema (ele está ajudando no roteiro e já tem a famosa cena inicial na cabeça), historinhas de viagens para festivais literários (ele fala até de Parati!!!) e uma foto muito fofa do filho dele (que tem autismo) com o manager do time de futebol Arsenal, Arsene Wenger.

--> Para Ler:

[ Blog Nick Hornby ]

domingo, 10 de setembro de 2006

Alta Fidelidade


Todo mundo já leu, escreveu sobre, emprestou frases, roubou cenas, e adaptou o livro "High Fidelity" do Nick Hornby.

Não há mais nada a acrescentar sobre a história, sobre o escritor, e todas as listas Top 5, acredito eu, já foram feitas.

Mas faltou uma, néam? Claro, um musical estilo Broadway!!! Como ninguém tinha pensado numa coisa cafona dessas ainda??

Li no Stereogum que o livro vai virar espetáculo cantado. As musiquinhas ficaram bem fraquinhas, dá para ouvir no site oficial.
O nome da página é até legal, "Top Five BreakUps", o cara tem uma voz boa e tudo... mas agora é tão difícil imaginar um outro Robert Flemming depois de John Cusack e Guilherme Weber.




A peça "A vida é cheia de Som e Fúria", da Sutil Compania de Teatro foi bem melhor que o filme. E por ter visto primeiro que a adaptação para o cinema, me marcou muito mais. Vocês lembram da primeira cena com o telão (que até então era uma modernidade e tanto) com a música do Paul MacCartney? Deu um frio na barriga que não tem comparação com o filme. Esse link aí dá para uma entrevista feita pelo site "Scream and Yell" na época do boom da peça. O Weber era um Robert Flemming perfeito, não era?

Não tenho a menor paciência para musicais. Dormi em quase todos que tentei ver, e não consigo me emocionar com esse tipo de coisa. Tirando o De La Guarda, que é animado feito rave e não te deixa com sono porque você fica em pé levando água na cabeça, eu acho que só gostei de "Chicago" (mesmo com a Daniela Winnits no elenco) e de "Saturday Night Fever". A cena do John Travolta andando enquanto rola BeeGees é a melhor cena do cinema (não é?), e combinou direitinho com o palco.

Assim como valeu o sacrifício da peça pela cena inicial do Travolta, acho que arriscaria ver esse musical indie. Só torcendo muito para que não resolvam fazer uma versão nacional da coisa.