domingo, 17 de setembro de 2006

Preguiça Pós-Show

**Não gosto de falar sobre o(s) show(s) depois que passa o festival porque tenho preguiça. Muuuita preguiça.
É só entrar nas comunidades do orkut que está tudo lá. E bem mais detalhado que nos jornais e sites. Porque as pessoas aumentam mais as histórias quando contam em primeira pessoa, né? Então fica tudo mais fantástico e divertido. Tipo o cara que ficou com um pé do tênis do Kapranos e agora está pensando em leiloar a preciosidade. Sem lavar, claro.
Ou a menina que ficou horas em frente ao hotel na chuva, e daí tirou fotos com não sei quem e disse que ele "é muito simpático". Provavelmente se ele não tivesse tirado a foto com ela seria "um nojo".
Ou um menino que recebeu "um olhar" do baixista antes de tal música. E aquele outro que agarrou a toalha molhada de suor e chegou em casa e guardou num Zip-lock. Tem a outra também, que levou o setlist sujo de vinho e barro.
A-do-ro. O mundo maravilhoso das comunidades do orkut.
** "Walking Away" é uma das músicas mais lindas que eu conheço.
**Campari é uma das piores bebidas que eu conheço
**Dançar "techno" fazendo dança de robô-doido-de-ecstasy é tão anos 90. Só não me dá mais preguiça que aquelas pessoas se massageando em festa rave.
**Queria saber quem era a menina toda errada, com saia hippie, bata estilo Daslu, e sandália rasteirinha acompanhada de uma amiga que parecia a Marlene Mattos e que passou 42 minutos dançando para a câmera digital atrás da pose perfeita. Ela não viu show, não cantou, não interagiu, não conversou, nem bebeu. Ela passou exatos 42 minutos tentando fazer com que a Marlene pegasse A foto do ano. Quando foi a vez da Marlene fazer a modelo, a menina tirou duas fotinhos e pronto. Nem para recompensar a amiga.
**Sacanagem Radio4 depois da festa do Franz Ferdinand, hein? Só ficou lá dentro quem queria fugir da chuva lá de fora.
**Um tiquinho de preguiça também das mulheres cantoras de ultimamente que só cantam marchando. Tipo a vocalista do Vive La Fête, a do The Kills, a Lovefoxxx, a Karen O e a tal Annie de ontem. Gosto de (quase) todas, mas elas precisam achar um novo passo. :-)
**Nas imagens do show que já estão disponíveis no YouTube, se vê mais câmera digital e celular que gente batendo palma.
**Será que foi a última vez de "Take me Out" mesmo? Assim dá até medo do New Order desencanar de tocar "Blue Monday" em novembro.

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Na calada da noitche

Eu venho por meio desse post, me solidarizar com os guris e rapazes do prédio que não podem mais mijar em paz.

Não consegui tirar uma foto boa porque tem um vidrinho que atrapalha, mas vou botar uma tecla SAP para vocês abaixo:


Parágrafo Quinto: "Reeducar-se ao usar o vaso sanitário, principalmente os cavalheiros, direcionando o líquido orgânico nas laterais do vaso. Na calada da noite, o som é imperdoável para o vizinho debaixo!"

Líquido orgânico = mijo.

Imagina o trabalho do cidadão, "na calada da noite", tentando calcular a direção do jato orgânico?

Não pode mais usar salto também (parágrafo segundo). Um aviso importante às meninas estagiárias de Direito.

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Geração Google

* Geração Coca-Cola!

*Renato Russo acabou de berrar isso no rádio. Por falar em RR, blog é uma coisa engraçada. Provoca umas reações estranhas. Não sei o que é mais bizarro. O blog ou como as pessoas chegam até ele.

* Já me chamaram, quer dizer, xingaram de Jêan do Big Brother, porque botaram "Jean" lá no Google, e puft, a pessoa sem noção caiu aqui crente que estava lendo o blog de um neo-milionário baiano.

* Outras pesquisas no Google caem aqui sempre: "maquiagem gótica" (todo dia tem um santo alguém que entra aqui atrás disso, devem achar que sou Emo) , "Sebastião Estiva" claro, e "Edgar Piccoli".

* Mas desde o post sobre a novela "Páginas da Vida" tenho recebido visitas estranhas. Pesquisas do tipo "risada da Ana Paula Arósio", "nariz da Daniela Winnits", e acreditem se quiser: "Mapa Astral da Letícia Sabatella". Quem em sã consciência digita no Google uma coisa dessas? A própria?

* Bem, não era disso que eu estava falando. Estava falando do Renato Russo.

* Um dia alguém digitou "Renato Russo Morreu" no Google e caiu no meu blog. No blog antigo, e nem eu me lembro ao certo quando escrevi sobre isso. Não faço a menor idéia e nem vou vasculhar três anos de arquivo para isso.

* Mas o fato é que recebo por e-mail os comentários, e essa pessoa se deu o trabalho de comentar lááááá nesse post de sabe-se-lá-quando e eu recebi via hotmail. Era alguém tão triste, decepcionado, revoltado, indignado, com o que eu escrevi, que fiquei até pensativa.

* Ele achou que fui fria e cruel com o RR, e que seu eu tivesse "perdido alguém da minha família alguma vez na vida nunca falaria assim". Eu já perdi alguém da minha família. Aliás, mais de um alguém. E não me esqueci disso até hoje. Não zombaria disso nunca. Mas falar de Renato Russo é falar de alguém distante e...público, cuja obra não me apetece.

* Desde quando alguém vira santo só porque morreu?

* Fiquei assustada com a falta de capacidade das pessoas em diferenciar pessoa-obra. E eu vou lá saber se o tal do RR era um bom amigo, pai, namorado ou filho? Isso não me interessa. Tudo o que eu sei dele é o que eu ouço no rádio há mais de 20 anos. Só. E isso já cansou.

* Então, amigo Legião, desculpa, mas continuo afirmando que "Renato Russo morreu" e que nenhuma rádio percebeu.

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Jordan & Angela

Se você tem a mesma idade que eu (claro que não, mas ok), já morreu de amores pelo Jordan Catalano da série "Minha vida de Cão". Também morreu de amores pelo Dylan do "Barrados no baile", mas tudo bem, nós éramos bem volúveis nessa época.

Eu insisto no Jared Leto porque não posso me conformar que esse cara aqui se transformou naquele lá. Com unhas pintadas, franja sofredora e carvão nos olhos.

Vocês viram o vídeo do bad-hair-day dos emo-gothz, né???. Pois bem! Ele estava ali no meio, totalmente... deslocado?

Super campanha "Queremos Catalano de volta"!!! E para te convencer disso, um remember de uma das séries mais legais da minha época. Porque eu acordei nostálgica. E porque eu sempre quis ser a Angela.

Eu pagava pau pro Jordan Catalano
("Prestenção" na trilha dramática)

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Sebastião Estiva, o Retorno

Depois de uma certa expectativa, tensão, loooonga espera, discussões via e-mail, demissões na banda, Estiva adoentado, briga com groupie e etc, FINALMENTE saiu o texto sobre o show de "Sebastião Estiva, o coletivo dada-indie" na Popload.

Leiam, mas não me xinguem (um aviso às gatsinhas mais entusiastas que me mandaram emails). Trata-se de um relato de uma experiência quase extra-sensorial apenas. Para ler,
vá até a "coluna".

Lá também tem um texto legal sobre a nova moda indie, ou sobre O novo indie. Aquele ser que abominava Caetano e que agora ama Jards Macalé, saca? Uma geração confusa, enfim. Os IndieMPBistas vieram para ficar. Estou ligada que o DJ .guab. já está até aprendendo a tocar pandeirinho.

Mais fotos do show do Estiva aqui, lá e acolá.
E para ouvir e ficar amigo dele no MySpace, aqui.

domingo, 10 de setembro de 2006

Alta Fidelidade


Todo mundo já leu, escreveu sobre, emprestou frases, roubou cenas, e adaptou o livro "High Fidelity" do Nick Hornby.

Não há mais nada a acrescentar sobre a história, sobre o escritor, e todas as listas Top 5, acredito eu, já foram feitas.

Mas faltou uma, néam? Claro, um musical estilo Broadway!!! Como ninguém tinha pensado numa coisa cafona dessas ainda??

Li no Stereogum que o livro vai virar espetáculo cantado. As musiquinhas ficaram bem fraquinhas, dá para ouvir no site oficial.
O nome da página é até legal, "Top Five BreakUps", o cara tem uma voz boa e tudo... mas agora é tão difícil imaginar um outro Robert Flemming depois de John Cusack e Guilherme Weber.




A peça "A vida é cheia de Som e Fúria", da Sutil Compania de Teatro foi bem melhor que o filme. E por ter visto primeiro que a adaptação para o cinema, me marcou muito mais. Vocês lembram da primeira cena com o telão (que até então era uma modernidade e tanto) com a música do Paul MacCartney? Deu um frio na barriga que não tem comparação com o filme. Esse link aí dá para uma entrevista feita pelo site "Scream and Yell" na época do boom da peça. O Weber era um Robert Flemming perfeito, não era?

Não tenho a menor paciência para musicais. Dormi em quase todos que tentei ver, e não consigo me emocionar com esse tipo de coisa. Tirando o De La Guarda, que é animado feito rave e não te deixa com sono porque você fica em pé levando água na cabeça, eu acho que só gostei de "Chicago" (mesmo com a Daniela Winnits no elenco) e de "Saturday Night Fever". A cena do John Travolta andando enquanto rola BeeGees é a melhor cena do cinema (não é?), e combinou direitinho com o palco.

Assim como valeu o sacrifício da peça pela cena inicial do Travolta, acho que arriscaria ver esse musical indie. Só torcendo muito para que não resolvam fazer uma versão nacional da coisa.

terça-feira, 5 de setembro de 2006

Deu a louca nos Emos

Tudo bem que Emo é meio feminino, sensível por demais e gosta de uma franja comprida.
Mas essas poses "joga cabelo pra cá e pra lá" foram um mico e tanto.

Esse vídeo feito pelo super blogger Gawker mostra o festival de bizarrices cabeludas do triste VMA desse ano:

Bad Hair Day no VMA 2006


SOCORRO!

Aquele que eu vi ali, gordo e ruivo era o Axl Rose mesmo?
E vocês têm certeza que o Jared Leto e a Nanda que pariu gêmeos em "Páginas da Vida" NÃO são a mesma pessoa?

domingo, 3 de setembro de 2006

Cachaça é Cultura!

Ontem foi o encerramento do 17° Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo no MIS.

Lo-ta-do.

Tirando o nervosismo de todo mundo que subia ao palco para premiar E ser premiado (erravam nomes, se esqueciam dos prêmios, se atrapalhavam nas falas, etc), e tirando uma senhora de cabelos brancos, boné vermelho e allstar azul que sentou ao nosso lado e berrava coisas absurdas ("eu dava conselhos ao Sílvio Santos", "tô cansada de filmes gays, chega de homossexualismo!", "o mundo tá cheio de AIDS!", etc), tudo correu muito bem.

"Manual para Atropelar Cachorro" recebeu mais dois prêmios: o da escolha do público (10 curtas foram selecionados, veja abaixo) e o da...Cachaça.

Não me perguntem o porquê de um prêmio da "Cachaça", mas como a própria pessoa que entregou o prêmio disse, trata-se de um prêmio 'auto-promocional'. Não consigo me lembrar do nome da Cachaça, o que prova que o marketing não foi tão eficiente, mas as duas meninas que subiram para apresentar os vencedores fizeram a parte comédia da noite: eram despojadas e engraçadas, além de terem sido as únicas a decorarem de fato os nomes dos filmes e dos seus diretores.

O mais engraçado é que o "Manual" ganhou o prêmio Cachaça por..."Melhor Filme de Amor". O que nos leva a crer que talvez eles não tenham visto o curta, ou que talvez tenham bebido um pouco demais ao ver a exibição.

Valeu mesmo assim. O prêmio animou a festa.

* Quatro observações:

1- O curta "Manual para..." é baseado no conto de mesmo nome do jovem escritor, tradutor e várias outras coisas Daniel Galera. Ele também tem um blog ótimo, dá uma olhada!

2- Depois de quase 400 curtas, os dez melhores nacionais segundo o público do festival foram: "A estória da Figueira" (Julia Zakia), "Balada das duas mocinhas de Botafogo" (Vale & Feyer), "Barbie problemas da vida" (Yan Whately), "Manual para atropelar cachorro" (Rafa Primo), "Memórias sentimentais de um editor de passos" (Daniel Turini), "No princípio era o verbo" (Virgínia Jorge), "O som da luz do trovão" (Scorza & Lorena), "Super-Herói fora de série" (McHaddo & Disca), "Tyger" (Guilherme Marcondes), "Viva Volta" (Heloisa Passos).

3- Na foto, Zita Carvalhosa (diretora do festival) com a Equipe do "Manual para...": Daniel Gaggini, Pupu, Rafael Primo e Barbara Paz. Foto by moi.

4- Recebi alguns e-mails perguntando se o curta vai para o YouTube. Ele não pode ser colocado lá até que seja exibido pelo Canal Brasil. Aviso quando for passar na TV.

ATUALIZAÇÃO DO POST: descobri no site oficial do Festival que o nome da tal cachaça é "Cachaça Cinema Clube", e que eles têm até um site legal, esse aqui. A frase que abre o site é ótima: "Porque Cinema é nossa Cachaça."

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Acho Chique



Vamos cantar "Billie Jean" hoje? Ou você prefere aquele drama da "Eclipse of the Heart"?

O Dudu não pára de inventar banda. Esses dias eu contei...nove? Estou certa?

Vai ser festa divertida, porque depois tem o guab! Visse?

E olha aqui, ó: Décadence avec Élégance.

ah! Dá pra ouvir aqui, meu bem!

Sebá

São duas da manhã e preciso dormir.
Se você estiver aí de bobeira às 3 am, entra no site da Rádio FAAP que tem mistério no ar!
O Sebastião Estiva (aquele polêmico dadaindie, sabe?) participa da mesa redonda do programa "Independência ou Morte!".
Leia mais:
"Desta vez nossa mesa-redonda recebe a(s) "misteriosa"(s) visita(s) de (dos) Sebastião(ões) Estiva(s). Sim, um dos maiores fenômenos de mídia e música independente apareceu em nosso programa para falar, tocar e provar que existe. Muito além dos já manjados assuntos sobre quem ele é, de onde vem ou o que faz – e há anos-luz da relação com Sufjan Stevens – Sebastião Estiva conversou conosco sobre seu processo criativo, discursou sobre sua empreitada para gravar um disco para cada estado brasileiro e também sobre "Sete Galinhas", seu EP dedicado às crianças.
(Não, não se engane: não entramos nos méritos de quem é o cara. E não, você não descobrirá quem diabos é Sebastião Estiva.) Mas ouça! Ele tem muito a dizer.
Junto de Estiva, esteve presente também Tiago Carandina, da Circuito Produções e um dos organizadores e produtores do Festival Campari Rock – com sua terceira edição acontecendo no próximo dia 6 de setembro."
Para ouvir, acesse: www.radiofaap.com.br
31 de agosto às 15h, 21h e 3h
Apresentação: Karlo Caruso e Mariângela Carvalho

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Manual Para Atropelar Cachorro

Hey! Hey!

O curta "Manual para Atropelar Cachorro" vai ser exibido HOJE no CINE SESC.

Horários: 16h e 18h.

Equipe que carrega 3 Kikitos Lindos: Rafael Primo, Pupu ma Sista, e Daniel Gaggini.

No elenco: Bárbara Paz, Zezé Polessa, Rafael Primo, Ary França, Rubens Ewald Filho,Tuna Dwek e Cynthia Falabella.

Leia sobre a história do filme aqui.

quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Considerações sobre Maneco

Pela primeira vez estou acompanhando uma novela. Sempre trabalhei à noite, e nunca tive o prazer de saber o que é terminar o sanduíche, sentar a bunda no sofá e esperar para tirar sarro da atuação "sobrancelhas levantadas" da Regina Duarte. Eu só não desenvolvi a habilidade de decorar nomes de personagens ainda, então Helena é Regina Duarte até que alguém me prove o contrário.

1- Não há nada mais irritante que a perfeição fake daquele casal Arósio e Celulari. As risadas que ela solta quando fala de Portinari ainda precisam ser explicadas. E o "mini-Tom Hanks" que acharam para ser filho dela? O menino não consegue decorar um "boa noite mamãe", tadinho.

2- A fotógrafa lá é a candidata a "Carrie Sex & the City", já que é a única realmente invejável da novela: carro esporte, rica, independente, tem um labrador e discute filosofia com ele, tem tatuagens, mora em uma vila cenográfica, é amante quando bem entende, Amélia quando quer, e participa de corpo presente de lua de mel de casais assanhados. Um luxo. A insistência em ficar com um cara mala, que tem o nariz do Michael Jackson, é casado, frustrado, com filho e mora fora há três anos não combina com essa personalidade dela, mas isso só o Labrador explica. Ela só precisa falar menos com o cachorro e mudar mais o corte de cabelo de 5 em 5 anos.

3- A família do Tarcísio Meira a gente pula porque ainda não consegui entender quem é filho de quem, quem é neto, quem é empregado, quem é cunhado, etc. Só sei que o papel da Daniele Winnits (é assim que escreve?) é mais fraco que o do Labrador marido da fotógrafa.

4- O núcleo "Plantão Médico" é de longe o mais chato. Muita gente boazinha e feliz. Adoro quando aparece a freira má. Para piorar, chamaram a Letícia Sabatella, que já foi casada com o Miro-de-codinome-Beija-Flor. Ela tem cara de coitada, sofredora, dá pena só de ver. Daí tem aquele ator César Grande, que agora só faz papel de namorado em novela. Tem a Regina Duarte, e eu sei fazer a cara dela muito bem, pena que vocês não podem ver agora. Mas é fácil: uma sobrancelha para cima, outra para baixo, bigodinho saltado e cabeça jogada para o lado. Essa expressão serve para todos os momentos: do parto ao gozo. Tem um médico que usa peruca de Sílvio Santos e batom rosa, ele parece estar dando em cima da Fotógrafa bem sucedida. Também tem a mulher que faz o papel de melhor amiga da Regina Duarte. Ela só dá conselhos.

5- O personagem de quem eu mais gostava, o do Calloni (tenho dificuldade também em lembrar como se escrevem esses sobrenomes estranhos dos atores) foi morto pelo Maneco. Perdeu toda a graça. Era a única pessoa dentro daquela casa com um senso de humor interessante. Morrer em acidente de carro depois de briga com o cônjuge é obrigatório, néam? Essa e a aquela da mulher grávida que sai rolando pela escada. Sempre tem.

6- O filho da Sandra de Sá deve vir a ter algum papel na novela, que eu ainda não descobri. Assim como o filho da Lucélia Santos, que por enquanto só teve duas falas: uma quando ele pediu para que lhe passasem o sal em um dos jantares na mesa gigante do Tarcísio Meira, e outra quando ele se ofereceu para dar uma carona à prima. "Eu passo aí e te pego" foi a frase que ele teve que decorar, e que o fez acordar às 5 da manhã, ir até o Projac, agüentar a risada da Arósio, fingir que estava falando ao telefone e pronto. Veremos qual será a fala de amanhã.

7- A trilha sonora dá sono, cuidado, não dá para ver essa novela deitada.

8- Alguém avisa a figurinista da Arósio que ela não está nos Anos 80? E que a maquiagem gótica (com lápis preto contornando os lábios) que colocaram nela hoje ficou pior do que qualquer capa da Nova que eu já vi?

9- Adoro o trabalho da direção de arte da novela. Se é para ser branco, TUDO vai ser branco. O apartamento do vizinho da menina que tem bulimia, por exemplo. Leia-se no roteiro: móveis antigos, empoeirados, com capas de lençóis, ambiente claro, muita luz, rapaz e rapariga vestidos de branco. Era um verdadeiro cenário de castelo abandonado de filme de terror. O menino, que fez aula de expressão 'sobrancelha' com a Duarte, parecia um fantasma, e a luz supostamente do sol que entrava pela janela era de cegar. Ele vai render muito assunto, porque promete ser o novo cigano Igor.

10- Eu adoro a mãe da Nanda, a Lilian Cabral. O melhor personagem da novela. Só paro de ler de verdade a revista quando ela aparece. "Minha filha só queria saber de Arrrrrrte! Foi morar fora e voltou de barriga cheia! Eu odeio Arrrrte!". Uma bruxa bem feita, bem real, que chora quando vê filme triste. Ela vai substituir o Calloni para mim. Agora as melhores tiradas ficam com ela. E ela não vê fantasma, ponto positivo, e enche o moleque chato de saco de gelo quando ele tem febre de 40 graus. São essas cenas que valem a pena, estou pouco me lixando para as discussões "do cotidiano"que o Maneco propõe. Até porque acaba a novela, as discussões acabam, e em dois meses, vamos ter a Arósio pagando de peitinho no horário das duas da tarde.

11- A Sônia Braga fazendo a zen em NY: que preguiça!
***UPDATE: me falaram que eu deixei a Xuxa Lopes de lado! Pois é, a ex-atriz pornô faz papel de "aluna de yoga". Ela e a Ana Botafogo são figurantes de luxo. E hoje eu vi que a Heleninha Alcóolatra Anônima entrou na novela. Alguém percebeu o biquinho de botox?

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Busão

Categoria: "Coisas que só acontecem NO BRASIL e COMIGO."

Eu pego todos os dias o Eletrobus. Tranqüilo, sem barulho, vazio, sem fumaça. Uma beleza.

Hoje, de tão tranqüilo, o motorista resolveu inovar. Colocou um pouco de ação na nossa viagem.

Quando o ônibus parou na esquina da Rua Piauí com a Avenida Angélica (logo em frente à Praça Buenos Aires), o sinal fechou. Ele não teve dúvida. Abriu a porta do busão, SAIU com um cartão telefônico em mãos e...calmamente, fez uma ligação no orelhão da esquina.

JU-RO. E tenho três taxistas chocados como testemunhas.

Quando o papo dele apertou, e o sinal abriu e as buzinas começaram, vejam bem, a pegadinha do Malandro continua: o cobrador, agora ele, resolveu fazer sua parte.

O cobrador assumiu o ônibus, em uma atitude bem Sandra Bullock em "Velocidade Máxima", e cruzou a Avenida Angélica no gás enquanto nosso motorista se despedia de alguma amante na linha. Parando no ponto seguinte, justamente onde eu desço inclusive, vejo o motorista esbaforido vindo ao nosso encontro.

Pode? Não pode!

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

MC Jeremias!

Esse vídeo eu tive que roubar na cara dura da Marcela , mais conhecida pelo blog Capitu.

A entrevista já era triste de tão humilhante.
(Aquela do bêbado muy lôco com camiseta "Linkin Park" berrando: "se eu pudesse eu matava mil, porque sou cabra hómi")

Agora, virou FUNK!!! Jeremias, Jeremias, você não vai ter sossego tão cedo.

Funk do Jeremias

Rolling Stone x Pitchfork

Sem querer puxar tanto saco da WIRED, mas já puxando... Agora com um terço de revista lida, só precisava repetir que: vale a pena comprar essa edição (ou ler online).
Não só pela parte gráfica, mas por uma constatação interessante: eles afirmam com toda seriedade e convicção que o site preferido dos indies, o polêmico Pitchfork é a nova "Rolling Stone". O que a Wired chama de "Efeito Pitchfork".
E sabe que mais? Segundo a reportagem, várias revistas importantes de música se baseiam no Pitchfork para 'pautarem' suas entrevistas e matérias. Com um probleminha: só uma pequena parte da revista impressa pode seguir esse perfil. Por questões financeiras, claro, já que nada vai vender mais que uma capa com alguma nova banda EMO do momento. E é esse o segredo do site: não ter que se preocupar com vendagem. O público que entra ali várias vezes ao dia é justamente aquele que não acha o que comprar na banca!!!
Não dá mais para esperar uma revista sair com cinco resenhas enooooormes de discos que já estão disponíveis para download há meses. Discos que todos já ouviram e/ou baixaram, e os que não fizeram nem um nem outro já não têm o menor interesse no assunto. Ou com entrevistas que não tragam novidade, só blablabla.
O formato do site funciona: resenhas ácidas (eu acho todas bem pedantes, na verdade) e impiedosas, notas absurdas (todas quebradas! Pegando uma resenha recente, por exemplo, a coletânea do The Cure levou 6,9), notícia fresquinha o dia inteiro, e linguagem ao mesmo tempo formal e acessível. É o que qualquer revista de música vai ter que seguir daqui para frente.
E imagino que esse será o maior desafio da "RS" brasileira. Não só deixar a revista com uma cara moderna que dê vontade de levar para casa, mas trazer um conteúdo que já não tenha sido mastigado e regurgitado pelos milhares e ágeis blogs de música que existem por aí.

domingo, 27 de agosto de 2006

Tem que chover no sábado?

1- Chove muito, e depois de 40 minutos frustrantes na fila do Milo, voltei para casa.

2- Com essa história do post do Estiva, me lembrei daquele não-show da não-banda "I Love Miami" na primeira festa da Funhouse, lááá em 2003. "É polêmico Brasil!". Indie a-do-ra discutir tudo muito seriamente. Recebi até um "hate mail" hoje de alguma groupie do Sebá. Isso porque deixei bem claro que tinha achado o show interessante até certo ponto.


3- Comprei a WIRED de setembro, com uma capa pink do Beck. Foto caseira da revista que falei no post anterior, FILTER de 2005 e a desse mês. Mesma carinha de cachorro abandonado, mas os cabelos... A Wired está ótima, e tudo que está lá muito nos interessa: vários artigos sobre blogs e afins. Além da chamada "Bands are taking over" que faz você comprar a revista na hora. Dá para ler algumas coisa online, mas vale a pena comprar só pelo especial "renascimento da música", e pela matéria com o site-paraíso-indie Pitchfork!

4- A parte consum-Ista do dia foi bem engraçada. Tudo porque uma ida à FNAC para comprar ingressos nunca é uma ida à FNAC só para comprar ingressos. São duas horas de peregrinação por cds, e mais duas lendo revistas que não vamos comprar. Descobrimos um café que vende uma covardia de cheesecake com sorvete de creme e molho de framboesa, um desbunde, bem ao lado da pracinha que tem feirinha. E 600 calorias mais tarde, sofremos uma tentativa de assalto na esquina da Consolação com a Paulista. Demoramos a perceber que era um assalto, na verdade, e ainda fomos educadas com o moleque, que quase quebrou o vidro do carro de raiva. Tenso.

5- Tem uma versão disco da música "Young Folks" do Peter, Bjorn and John circulando por aí. Já ouviu? Posso mandar o mp3, não sei colocar aqui.

6- Momento inusitado do show do GRAM sexta-feira no Studio SP. Uma participação do Tato do Falamansa ("hahahaha mas eu tô rindo á toa!", néam?). Passado o susto, e alguns gritinhos de "Toca Calypso!" depois, ouvimos um "u-huuu" lá longe. Era essa mesmo: ele ia cantar, corajosamente, "Where's my mind?" do Pixies (dá para ouvir essa música no link). Medo! Mas o GRAM segurou tão bem a música, que o choque da voz fininha do Tato tentando fazer o Frank Black passou batido. Quer dizer, a gente dá um desconto. Foi arriscado: a média de idade na casa era de...17 anos, achei que ninguém fosse conhecer a música. O show foi lindo, do começo ao fim. Também teve Edgar MTV cantando/tocando Beatles e uma turma incansável de fãs. Uma idolatria que eu não via desde os Los Hermanos. E de sexta em sexta aquilo foi bombando de uma maneira, que no último show da temporada todo mundo cantava todas as músicas novas.

7- Vou ver o DVD do Donnie Darko . Esse site é bom, não? Só perde para o do filme Amnésia.

8- Eu acesso o blog dos "Savage Chickens" todos os dias. Sempre tem uma charge fofa de algo atual. Já até coloquei uma no post "Blogosfera" do Sampaist. Mas esse ganhou: "Snape's on a Plane", dá uma olhada.

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Estiva ia tão bem...

Vocês sabem que ontem teve show do misterioso Sebastião Estiva no Milo Garage.

A versão brasileira e 'tosca' do americano Sufjan Stevens é bem criativo. Ele já passou na frente do original e gravou 3 "estados": Tocantinoise, MassAcre e o último, Ama Zonas. Letras engraçadas, melodias um pouco entediantes, mas um auê sensacional.

Ele se recusava a dizer sua identidade, sua origem, não divulga foto, não queria saber de mídia.

Mas até Sebastião Estiva tem que aparecer. E aquele fenômeno de Internet (mais um!) topou fazer um show em São Paulo.

Até o dia da apresentação histórica já havia tanta especulação que ninguém mais sabia se ele existia de verdade. E se existisse, será que iria ao show? Estiva seria quantos?

E é claro que a bagunça foi generalizada e não deu para ouvir muita coisa.
Quase nada, na verdade, de tanta gritaria no microfone e barulho de martelo no azulejo.

Estiva era muitos, e todos os Estivas do palco não pareciam ter ensaiado juntos ao menos uma vez na vida. Ok, foi assim...ruim, e não vou conseguir definir exatamente.

Mas imagine Sonic Youth com Flaming Lips, porque era isso que parecia no começo. E que começo genial! Tinha tudo para ter continuado assim: barulhento, confuso, distorcido, quando todos ainda estavam ali na pilha de tocar. Impressionou de cara. Um "dadaísmo indie", como eles mesmos disseram. Depois de alguns minutos (15min), já era qualquer coisa. Como um "se vira nos 30" do Faustão. A graça foi perdendo a graça, o barulho foi ficando chato, a gritaria cada vez mais sem sentido, e Estiva morreu.

Algumas coisas deveriam ficar no limbo. Ou, ele(s) deveria(m) ter esperado mais uns 6 Estados para uma apresentação ao vivo. O mistério só iria aumentar. E a tolerância também.

Quer mais castigo? Ter que agüentar a discotecagem do ex-homem-Trama, agora mais conhecido como homem-Ídolos Miranda. O cara acha de tocar techno-brega como se o Milo fosse a última moda do largo da Batata. Pior é ver as pessoas dançando fingindo achar cool. Porque se aquilo estivesse tocando em qualquer boteco da Vila Madalena elas sairiam correndo.

Tô velha, e com muita preguiça de certas coisas.

Foto de um dos Estivas por Cax Nofre. Vou colocar as minhas no Fotolog mais tarde.

ps de atualização: disseram em um comentário aí que estou ácida (né, Lemp?hehe). Pelo contrário! Fui na maior boa vontade e fiquei lá até o último segundo! E o show foi ruim, sim, porque durou mais do que deveria. Mas não quer dizer que eu não tenha gostado. Esperava um show curto e grosso, mais original. Só isso. A parte "tô velha e com preguiça" se refere ao tecno-brega do Miranda, claro. :-)

Fechando Porta = Abrindo Janela

Semana bem confusa de coisas aparecendo por todos os lados.
Preciso começar a anotar quando essas fases acontecem, porque elas parecem vir a todo ano. Às vezes para o bem (na maioria das vezes) e às vezes para o mal.

Não acredito em Astrologia, não sou ligada nessas coisas de mapa astral e inferno astral, e sei lá mais o quê. Não sei meu ascendente até hoje e muito menos qual a utilidade dele. Não sei nem o signo dos meus pais, e quando me perguntam eu invento um logo, para cortar a conversa. Mas vou anotar direitinho quando essa fase de "oportunidades gritantes" acontece só para saber se há alguma coincidência astral.

Por falar nisso, Plutão, estamos com você, amigo! Não desista! Arrasada com a mudança na terminologia do Sistema Solar. Esse tipo de estudo deveria ser abafado. O que a gente tem a ver com isso? Deixem o coitado do planeta esquecido em paz...

Pois então, esse monte de porta que venho derrubando a soco. Já sou confusa por natureza. Indecisa então, é apelido. E agora, tendo que tomar uma decisão atrás da outra, nem sou eu mais. Uma versão quase fiel de mim.

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Beck's back :-)

Não dá para cansar de Beck.
Não sei se todo mundo gosta de "Sea Change", mas eu ouço esse disco até hoje. E várias vezes.
Não é deprê. É lindo mesmo. Também gostei de "Guero", mas são completamente diferentes, não dá para comparar.
A revista FILTER fez um especial ótimo com ele uma vez (logo que "Guero" saiu). As resenhas da Filter são verdadeiras teses de final de curso, você sabe. O cara escreve 7 (sete!) páginas sobre o Beck (descontei as páginas de fotos!) com alguns pequenos trechos de entrevistas e disseca cada detalhe da vida dele.
O vocabulário é de resenha de literatura, de tão sério e compenetrado. Ele consegue traçar um paralelo da carreira do Beck com o atentado de 11 de setembro, por exemplo (!!!). O Beck antes 11/09 e o Beck depois.
E na entrevista gigante que vinha dentro, ele explicava de onde vinha tanta mistureba no som do cantor. Imagine o Beck sendo produto disso:
"um desistente do colégio aos 16 anos que vaga pelas ruas do centro de LA com suas guitarra nas costas, cercado por pessoas comendo tacos , ouvindo Kool Moe Dee nos guetos, “ranchero music” saindo dos carros com bandeiras mexicanas nos pára-choques. Filho de Bibbe Hansen, produto da cena de Andy Warhol, e que estreou em um de seus curtas aos 13 anos. Neto de Al Hansen, amigo íntimo de John e Yoko, que saía com todo mundo nos anos 60, que sugeriu o nome “Velvet Undergrond” ao empresário de Lou Reed e passou a vida a fazer esculturas eróticas de bitucas de cigarro ou restos de papel."
E sabe de onde saiu a música "Loser"? "Sempre fui um outsider. Sou o pior rapper que já ouvi, e essa é a idéia por trás de Loser. “Soy un perdidor” foi o que eu disse ao me ouvir cantando rap pela primeira vez."

Tem clipe novo, olha só. Muito bom.

Beck - Motorcade

Jack & Meg

O site dos Simpsons é uma outra delícia para desperdiçar mais horas não trabalhadas.

Adoros as cores fortes e o mapinha da cidade cheio de detalhes para a gente fuxicar.

Aguardando o episódio "Jazzy And The Pussycats", que vai ter a 'participação' de Jack & Meg White, do White Stripes.

O Bart, para competir com a Lisa, resolve virar um baterista de jazz.

E é aí que tudo começa. Pensando bem, não deve ser difícil fazer o Bart tocar melhor que a Meg...

Nessa fotinho de divulgação, uma Meg descalça e um Jack de calça justa de duas cores, um luxo de modelito. Com aquele cabelo quase-Michael-Jackson que ele insiste em usar e esse bigodinho ralo de bicheiro. Perfeito. Adoro o nerdzinho se empenhando no róque!

Dá para saber mais nesse site.