sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Estiva ia tão bem...

Vocês sabem que ontem teve show do misterioso Sebastião Estiva no Milo Garage.

A versão brasileira e 'tosca' do americano Sufjan Stevens é bem criativo. Ele já passou na frente do original e gravou 3 "estados": Tocantinoise, MassAcre e o último, Ama Zonas. Letras engraçadas, melodias um pouco entediantes, mas um auê sensacional.

Ele se recusava a dizer sua identidade, sua origem, não divulga foto, não queria saber de mídia.

Mas até Sebastião Estiva tem que aparecer. E aquele fenômeno de Internet (mais um!) topou fazer um show em São Paulo.

Até o dia da apresentação histórica já havia tanta especulação que ninguém mais sabia se ele existia de verdade. E se existisse, será que iria ao show? Estiva seria quantos?

E é claro que a bagunça foi generalizada e não deu para ouvir muita coisa.
Quase nada, na verdade, de tanta gritaria no microfone e barulho de martelo no azulejo.

Estiva era muitos, e todos os Estivas do palco não pareciam ter ensaiado juntos ao menos uma vez na vida. Ok, foi assim...ruim, e não vou conseguir definir exatamente.

Mas imagine Sonic Youth com Flaming Lips, porque era isso que parecia no começo. E que começo genial! Tinha tudo para ter continuado assim: barulhento, confuso, distorcido, quando todos ainda estavam ali na pilha de tocar. Impressionou de cara. Um "dadaísmo indie", como eles mesmos disseram. Depois de alguns minutos (15min), já era qualquer coisa. Como um "se vira nos 30" do Faustão. A graça foi perdendo a graça, o barulho foi ficando chato, a gritaria cada vez mais sem sentido, e Estiva morreu.

Algumas coisas deveriam ficar no limbo. Ou, ele(s) deveria(m) ter esperado mais uns 6 Estados para uma apresentação ao vivo. O mistério só iria aumentar. E a tolerância também.

Quer mais castigo? Ter que agüentar a discotecagem do ex-homem-Trama, agora mais conhecido como homem-Ídolos Miranda. O cara acha de tocar techno-brega como se o Milo fosse a última moda do largo da Batata. Pior é ver as pessoas dançando fingindo achar cool. Porque se aquilo estivesse tocando em qualquer boteco da Vila Madalena elas sairiam correndo.

Tô velha, e com muita preguiça de certas coisas.

Foto de um dos Estivas por Cax Nofre. Vou colocar as minhas no Fotolog mais tarde.

ps de atualização: disseram em um comentário aí que estou ácida (né, Lemp?hehe). Pelo contrário! Fui na maior boa vontade e fiquei lá até o último segundo! E o show foi ruim, sim, porque durou mais do que deveria. Mas não quer dizer que eu não tenha gostado. Esperava um show curto e grosso, mais original. Só isso. A parte "tô velha e com preguiça" se refere ao tecno-brega do Miranda, claro. :-)

5 comentários:

lemp disse...

Ácida hoje, ein? Muita expectativa em cima do tal Estiva(s)... E tecno-brega não é tolerável em local nenhum. :)
bj

Bean disse...

:-)
no Largo da Batata techon-brega é hit!
Mas até alterei o texto, Lemp. Porque o show foi ruim, mas isso não quer dizer que eu não tenha gostado, dá para entender?
Talvez não tenha dado. hahahahaha
Achei a idéia ótima, a expectativa e o mistério também, mas só acho que deveria ter sido um show curto. Eu teria adorado e voltado pra mais.

Marcia Amaral disse...

Mas imagine Sonic Youth com Flaming Lips, porque era isso que parecia

O show foi sensacional então, ou você que não gosta das coisas certas?

Bean disse...

ok, desenhando:
o show foi bom enquanto estava na fase "Sonic Youth + Flaming Lips".
depois, ele virou barulho por barulho.

Cax disse...

Na real, eu também fui na maior boa vontade, achei algumas coisas interessantes, mas o show durou mesmo mais do que deveria e cansou. Já a discotecagem posterior... Ninguém merece!