* Na quinta-feira foi ao ar o programa 42 da Poploaded, o primeiro de 2008! Estava com saudade das tardes de quarta na rua Amauri. Aliás, botaram um Häagen Dazs na porta do iG. Não dá...
* Em março o programa faz um ano! São mais de quarenta bandas ao vivo no estúdio. Pensa, já dá um álbum "the best of" triplo no mínimo. O estúdio ainda está em reforma e o iG investiu em um equipamento de primeira. E agora tem bateria e ampli de guitarra, ufaaa!
* O pub/bar Amersham Arms fica em um bairro no final do mundo (isso significa "do outro lado do Rio Tâmisa") em Londres. Penúltima estação da linha nova laranja, pelo "overground", não pelo metrô. O bairro é escuro como a Barra Funda, vazio e sinistro. Isto dito, tem que ter muita boa vontade para ir até lá. Compensa. O pub é lindo e a programação de shows e baladas é sensacional: o dono é o mesmo do Lock Tavern, pub com shows bem bacanas em Camden Town. A nova empreitada fica em New Cross, e já conta com Hot Chip para uma residência mensal nas picapes, por exemplo.
* Foi lá que a banda The Ghost Frequency tocou na quinta-feira passada, entrando só a meia-noite. Para a turma grande de indie/new-rave-kids que estava no pub, o horário não agradou muito, e pouco mais de 15 pessoas sobraram para ver o show. Eu já nem sabia mais como ia voltar para casa sem trem e sem metrô, mas ok.
* Eu adoro a banda, que acabei conhecendo por causa da música "Money on the Fire", ótima para tocar na pista. Ela lembra Rapture, Bloc Party, Klaxons e mais uma salada de bandas novas. Ao vivo, parece mais disco-hardcore. As revistas daqui têm chamado de "disco-synth-punk" ou dance-core, mas eu nunca fui muito boa para esses rótulos.
* Doran, o vocalista, agora faz a linha "punkabilly" no visual: calça dobrada com meia branca aparecendo, tatuagens, camisa xadrez com mangas enroladas e camiseta branca, e é claro, o topete com muito gel. Ele também faz aquela dancinha ótima (dá para ver no vídeo de Nightmare) que mistura Ian Curtis, Morrissey e Jair do Ludovic. Sabe qual?
* O show começa sem maiores avisos logo com "Money On The Fire", música que até a minha irmã adora. O clima era "punk intimista", e de tão vazio acabei colada com o palco. Muito mais pesado que o normal, mas dançante mesmo assim. O cenário segue o mote da banda, que é o de filmes B de horror: muito verde, gosmas, caveiras, montros e olhos saltando e voando pela bateria. Menos de uma hora de show contra duas horas de ônibus para voltar para casa.
* O single da música nova, a "Never Before Have I Seen A Man Alive That Looks So Exactly Like A Skeleton" (decorou?), sai no dia 10 de dezembro e o vídeo horror-B está no YouTube, clique aqui para ver. Fiz um vídeo dela ao vivo, coloquei aqui. Abaixo, um outro trecho do show. Reparem na dança.
Meu famoso caderninho de setlists. A foto é antiga
* Preciso agradecer aos amigos que dançaram até a última música ontem, na pista bombator do Milo. O prêmio de "apoio moral ao DJ" fica com o 'ticos' do Sampaist, sem dúvida. Rebolaram até ao som de Jimmy, da M.I.A. (a música cafona mais gostosa que eu conheço).
* É uma delícia tocar no Milo porque o povo se empolga, berra "adooooouro", fica com os braços pra cima, se joga na picape, pega no teu braço pra perguntar nome de música, e quando não entende ainda pede pra você anotar. Fervo.
* Eu aprovei umas musiquinhas diferentes/novas que botei ali no meio, mas não sei se o povo gostou mesmo ou só ficou com preguiça de ir até o bar. Elas têm jeitão de pista, e até quem não conhece dança no embalo: "Eastenders" do We Smoke Fags, "Beat You Down" do The More Assured, "Nothing to Say" do The Loyal Trooper, Budapest (essa eu toco sempre) do Poni Hoax, "Baile de Peruas" (adooooro) do No Porn, e "Money on the Fire" do The Ghost Frequency...
* Desperate Housewives, ou, "A vida como ela é": "Ela trabalha duro pelo dinheiro, e precisa de uma "esposa":
Deu no NY Times e a UOL botou na home. Já não basta a madame que chama a diarista de "secretária do lar"? Agora querem chamar diarista de 'esposa' mesmo! Se liga na matéria: "agora que as mulheres conquistaram solidamente seu lugar no mercado de trabalho, muitas se vêem ainda desejando algo que os homens muitas vezes têm: esposas. "A coisa que mais quero na vida é uma esposa. Não estou brincando", disse Joyce Lustbader (...) "Trabalho o dia todo, algumas vezes sete dias por semana, e ainda tenho que chegar em casa e fazer o jantar e todas aquelas outras coisas de casa". Se você for assinante da UOL, dá para ler aqui.
* A Debbie Harry está com vídeo novo no YouTube. O álbum ("Necessary Evil") só sai em outubro, mas já dá para ouvir algumas coisas na internet. É um pouco sinistro quando ela aparece ali meio morta-viva saindo das plantas, mas adorei a música. Dá para puxar dancinha shoegazing na pista:
Debbie Harry - Two Times Blue
* Oportunidade para rever a Debbie no auge da loirice, em 1981, cantando "Call Me" no Muppet Show... com ajuda dos Muppets! Eles formam uma bandinha bem moderna. Fofo:
* Vou aproveitar para tocar uma música que baixei na semana passada e viciei, a "Money on the Fire", de uma banda chamada The Ghost Frequency. Eles ainda não decidiram se são Rapture ou Klaxons, mas por enquanto a mistura dos dois está valendo. Eles acabaram de lançar o vídeo abaixo no YouTube, e o primeiro single ("Nightmare") sai na segunda-feira! Vale a pena visitar o MySpace e pegar a "Money on the Fire": se você ouvir um Rapture berrado na pista hoje, vai ser ela.
The Ghost Frequency - Nightmare
ps: também pretendo fazer esse passinho moderno do vocalista. É um passo meio "Michael-Jackson-New-Rave", né? =)