sábado, 10 de fevereiro de 2007

Knife - Grizzly Bear

Finalmente... o "lançamento mundial via YouTube" do clipe de "Knife", do Grizzly Bear.

Nem vou tentar entender porque não é para isso mesmo, mas que rolou uma viagem forte de doces e chás e entorpecentes ruradélicos aqui ninguém duvida.

Tenho aflição de mulheres-pedra e feridas vulcânicas, mas mesmo assim, fiquei torcendo pelo romance mais improvável da cena indie.

Tão "fantástico" (no sentido "não-real", não no sentido "putz que legal") e bizarro que não dá para parar de ver. O Tipo de coisa que se fosse sair no site da Palomino, sairia assim: "clipe absurdinho". E como essa música vai ficando mais bonita toda vez que a gente ouve???

Enquanto o Claudião não apresenta a sua tese, vou tentando bolar uma.



Vídeo tirado da página do Stereogum no YouTube página do usuário demarothy. Dirigido por Isaiah Saxon e Sean Hellfritsch do Encyclopedia Pictura.

5 comentários:

Anônimo disse...

a palomino tb poderia chamar de clipe loucurinha hahahaha
tb torci pelo romance freak. mas a parte em que as artérias (?) ficaram expostas me deu ânsia de vômito.
aproveitando a oportunidade, o seu blog é ótimo.

Bean disse...

=)
"absurdete", né?

Claudio disse...

sei lá, talvez seja encontro, em campo neutro mas historicamente bem delineado, entre a tradição quase ficcional da música e do imaginário americanos e sua mutação tecnologicamente evoluída e ainda bizarramente (lisergicamente) indeterminável.
faroeste novo. o passado recebendo uma nava de algum outro tempo, ou vice-versa.
grizzly bear, pois.
nota quanto?

Bean disse...

eu sabia que vinha tese!
gostei de "faroeste novo", achei esse o clima. Eu tinha dito a um amigo que era meio uma Barbarela do velho oeste. =)
não sei classificar com nota, mas achei impecável. Tentei ver como uma obra lisérgica, sem fazer conexões com a letra da música.

Claudio disse...

respondi lá, mas vai aqui tb:
porra, vamos fazer uma festa estilo natal tipo na segunda-feira? tocando aquelas paradas do país da rainha sílvia (oh sweet music).
então, é isso mesmo. dei um caráter de tese-bem-loca de propósito, pra tirar uma onda, mas eu reitero o que escrevi. tem um lance que é descobrir como a música americana ancestral é em forma de 2007, com toda uma doideira já vivida e percorrida pela música e pelas outras artes... o grizzly é mais ou menos isso, esse encontro do mal e "final" entre tradição e o que está por vir. sou bem mais o grizzly do que o frevo, por exemplo. beijos