quinta-feira, 29 de março de 2007

BORAT


Eu faço parte da turma que não tem opinião formada sobre o filme Borat... Assisti sozinha, e não me sentia muito à vontade em dar risada na maioria das cenas. Não por ser politicamente incorreto, até porque gosto de um humor não-PC. Eu não gostava mesmo era da cara das pessoas que estavam pagando mico ali. O que você faria se fosse o velhinho da loja de antigüidades?

Nem vou falar das cenas escatológicas porque esse tipo de humor é pra "menino". E menino moleque. Se eu fosse uma das anfitriãs do jantar, por exemplo, teria feito questão de mostrar toda minha ignorância esfregando a merda na cara dele.

Mas eu ri de muita coisa ali, e por isso nunca sei dizer se gostei ou não. Quando vi pela segunda vez com um amigo, foi bem divertido. Realmente não faz o menor sentido ver um filme desses e não poder comentar as cenas com alguém.

De todas as críticas que eu li, a de hoje na Ilustrada foi a mais sincera. Não vejo tanto mal no filme quanto o Marcelo Coelho, mas concordo com muitos trechos.

Para variar, o texto é só para assinante, mas vou colar algumas frases aqui (os grifos são meus):
"(...) as vítimas se comportam como seria de esperar: no princípio não acreditam no que estão vendo e ouvindo, e depois, com graus diversos de violência, expulsam Borat de seu horizonte.(...) Se Borat fizesse no Brasil metade do que faz nos Estados Unidos, não conseguiria sair vivo dos primeiros dez minutos de filmagem."

"Uma loja de antigüidades, um quarto de hotel, servem de cenário para tolos pastelões. Novamente, as reações dos americanos são bem mais civilizadas do que seria de esperar. Por vezes, os disparates do ator terminam sem provocar reação nenhuma; e é visível seu empenho em levar a cena a extremos que terminam, no fundo, enfraquecendo seu argumento."

"Menos do que revelar a homofobia, o machismo, o anti-semitismo e a estupidez presentes na mentalidade americana sob o frágil verniz das boas maneiras e do "politicamente correto", é o próprio autor do filme, e não os Estados Unidos, quem se mostra em toda sua grosseria e simploriedade."

"O riso que o filme provoca talvez tenha esse mesmo efeito; é catártico, não crítico"
... O que vocês acharam do filme afinal?

* Eu adoro o sotaque que ele faz, e todos os erros de inglês que ele solta nas conversas. A cena em que ele aprende sobre o "humor americano" é uma das minhas preferidas.
* O site oficial é tosco como ele, e bem engraçado. As frases clássicas como "I like sex with ladies very nice. How much?" estão espalhadas pela página. Há também fotos inéditas e muuuuuitos extras. Várias piadinhas legais ficaram de fora, então passem lá. Borat também visitou outros países (vejam as fotos em Paris!) e está no "MySpaces" (sic).

3 comentários:

Rê Gallo disse...

Cá, nem me atrevi a ver Borat. Meu humor não é para tanto. Mas me senti muito menina sensível qdo hj abri a nova Trip e dei de cara com o Arthur Verissimo abraçando uma bacia cheia de merda. A matéria fala sobre lavagem intestinal, ou algo do tipo. Cara, que coisa bizarra. Me senti uma idiota, mas tenho certeza que os meninos vão adorar. No fim, lacrei com durex as páginas da matéria pq não quero trombar com aquilo de novo. Sou minina, pô!

Angelo disse...

Achei que tem alguns momentos bons e só. Não entendi o oba-oba em cima do filme e não vi nada de revolucionário ali.

Bean disse...

hahahaha vc lacrar as páginas foi o melhor.

bem, as meninas da tpm fizeram uma edição inteira sobre o cocô. deve ser piada interna da redação.
=)